CNC: alta do varejo não significa recuperação no curto prazo

Apesar da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE, apontar o primeiro resultado positivo desde fevereiro com o  crescimento de 0,6% do volume de vendas do comércio varejista em outubro, as perspectivas para os próximos meses continuam em queda; "O resultado de outubro não aponta para uma tendência de recuperação do volume de vendas nos próximos meses.", diz o economista da CNC Fabio bentes; inflação dos alimentos em novembro e queda pelo segundo mês seguido todos os dez segmentos pesquisados associados a uma retração do setor que chega a 3,6% em 2015, são os fatores que levam a projeção de um cenário conturbado para os próximos meses

Apesar da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE, apontar o primeiro resultado positivo desde fevereiro com o  crescimento de 0,6% do volume de vendas do comércio varejista em outubro, as perspectivas para os próximos meses continuam em queda; "O resultado de outubro não aponta para uma tendência de recuperação do volume de vendas nos próximos meses.", diz o economista da CNC Fabio bentes; inflação dos alimentos em novembro e queda pelo segundo mês seguido todos os dez segmentos pesquisados associados a uma retração do setor que chega a 3,6% em 2015, são os fatores que levam a projeção de um cenário conturbado para os próximos meses
Apesar da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE, apontar o primeiro resultado positivo desde fevereiro com o  crescimento de 0,6% do volume de vendas do comércio varejista em outubro, as perspectivas para os próximos meses continuam em queda; "O resultado de outubro não aponta para uma tendência de recuperação do volume de vendas nos próximos meses.", diz o economista da CNC Fabio bentes; inflação dos alimentos em novembro e queda pelo segundo mês seguido todos os dez segmentos pesquisados associados a uma retração do setor que chega a 3,6% em 2015, são os fatores que levam a projeção de um cenário conturbado para os próximos meses (Foto: Paulo Emílio)


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CNC - Primeiro resultado positivo desde fevereiro, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,6% na passagem de setembro para outubro na série livre de influências sazonais. É o que mostra a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (16) pelo IBGE.

A alta em outubro foi particularmente impulsionada pelos segmentos de farmácias e perfumarias (+1,5%), vestuário (+1,9%) e principalmente hiper e supermercados (+2,0%) – este último responde, em média, por quase 40% da movimentação anual do varejo brasileiro no conceito restrito. No conceito ampliado, no entanto, o resultado de -0,1% foi puxado pela queda de 2,9% nas vendas de materiais de construção.

A ausência de fatores que permitam suavizar a crise do setor e a percepção de que o mercado de trabalho, lastro do consumo no País, deverá continuar a apresentar sinais de deterioração nos próximos meses levaram a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a manter perspectiva negativa para o setor nos próximos meses. A expectativa da entidade para o volume de vendas em 2015 foi revisada para -4,1%. Se confirmado, esse seria o pior resultado anual do setor desde o início dos levantamentos do IBGE, há 15 anos. O ano mais fraco até então foi 2003 (-3,7%). No conceito ampliado, a CNC espera queda de 7,5% e entende que o ano de 2015 já garantiu os piores resultados da série histórica, iniciada em 2004. Para o próximo ano, as expectativas também foram ajustadas para baixo em ambos os conceitos da pesquisa (-3,7% e -5,8%, respectivamente).

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"O resultado de outubro não aponta para uma tendência de recuperação do volume de vendas nos próximos meses. Primeiramente porque a inflação de diversos itens de alimentação renovou o fôlego em novembro. Além disso, pelo segundo mês seguido todos os dez segmentos pesquisados voltaram a registrar quedas nessa base comparativa – algo inédito em 15 anos da pesquisa. O recuo de 5,6% em relação a outubro de 2014 intensificou, portanto, as perdas do setor, que, na média de 2015, alcançam -3,6%", aponta Fabio Bentes, economista da Confederação.

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