China está salvando economia brasileira de queda ainda pior em 2020, diz Guedes

O ministro da Economia disse que estimativas iniciais apontavam para queda de 6% no PIB como consequência da crise da pandemia. Mas graças ao aumento das exportações para a China, expectativa agora é de uma retração de cerca de 4% neste ano

(Foto: ABR | Reuters)


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(Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira que estimativas iniciais apontavam que a economia brasileira iria encolher 6% como consequência da crise da pandemia no novo coronavírus, mas que, como o país não está sofrendo um choque externo, graças ao aumento das exportações para a China, expectativa agora é de uma retração de cerca de 4% neste ano.

“O Brasil ia cair 6%, sendo 2% o choque externo e 4% por desativação interna, e na verdade esses 2% de externo não estão acontecendo”, afirmou Guedes em audiência virtual da comissão mista da Câmara e do Senado que acompanha a crise do Covid-19, frisando que a estimativa é precária por não se saber a extensão ou profundidade da crise da saúde.

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Segundo Guedes, a elevação das exportações para a China, da ordem de 25%, estão compensando a redução de mais de 30% das vendas externas para os Estados Unidos e Argentina, preservando o país de um choque externo.

“Como a China é hoje mais do que a soma de Estados Unidos, Argentina e União Europeia, as exportações brasileiras estão inalteradas. Subiram bastante em agronegócio, caíram um pouco em manufaturados, mas o impacto externo, como eu previa, puramente do ponto de vista de choque externo, não está tendo grandes consequências por enquanto”, disse Guedes.

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O ministro disse que a “maldição” de ser uma economia excluída das cadeias de produção globais acabou sendo uma “benção” no cenário atual.

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