Cepal: América Latina deve crescer 2,7%; Brasil, 2,3%

Segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, expectativa para 2014 se deve a um limitado dinamismo das principais economias da região; para a Cepal, taxa de crescimento regional será levemente superior à de 2013 (2,5%) e inferior à prevista em dezembro (3,2%), devido a um contexto externo ainda marcado pela incerteza e um crescimento menor do que esperado para as maiores economias da região, o Brasil e o México

Cepal: América Latina deve crescer 2,7%; Brasil, 2,3%
Cepal: América Latina deve crescer 2,7%; Brasil, 2,3%


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Da Agência Brasil

Os países da América Latina e do Caribe crescerão, em média 2,7%, em 2014, de acordo com previsão da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Segundo a comissão, essa expectativa se deve a um limitado dinamismo das principais economias da região.

Para a Cepal, a taxa de crescimento regional em 2014 será levemente superior à de 2013 (2,5%) e inferior à prevista em dezembro (3,2%), devido a um contexto externo ainda marcado pela incerteza e um crescimento menor do que esperado para as maiores economias da região, o Brasil e o México, que crescerão 2,3% e 3%, respectivamente.

continua após o anúncio

Também foi reduzida a projeção de crescimento econômico para a Argentina (1%), país que no início de 2014 tomou várias medidas para enfrentar os desequilíbrios surgidos nos últimos anos. Segundo a comissão, a complexa situação econômica da Venezuela incidirá em uma redução de 0,5% da atividade naquele país.

A Cepal prevê alta heterogeneidade nos níveis de crescimento dos países. Segundo o Balanço Econômico Atualizado, o Panamá, a Bolívia, o Peru, o Equador, a Nicarágua e a República Dominicana terão, em 2014, crescimento igual ou superior a 5%, enquanto "um número importante de países" apresentará uma expansão entre 3% e 5%.

continua após o anúncio

No relatório, a Cepal indica que os índices de atividade dos países desenvolvidos – em especial os Estados Unidos, o Reino Unido, a Coreia, a Alemanha e vários outros da zona do euro – têm apresentado uma recuperação, embora exista cautela pela situação da China, um dos principais sócios comerciais da região, que estabeleceu 7% como meta mínima de crescimento para este ano.

Além disso, prevê-se que a demanda por produtos básicos (commodities), especialmente minérios e alimentos, continuará limitada. Isso, somado à apreciação das moedas dos países desenvolvidos, deve resultar em uma redução moderada dos preços. A diminuição pode afetar as economias exportadoras destes produtos, como as da América do Sul.

continua após o anúncio

A Cepal diz ainda que as perspectivas para o ano indicam um cenário de menor liquidez mundial, o que resulta em importantes desafios em matéria de política macroeconômica e de financiamento externo para a região latino-americana e caribenha.

Sobre a inflação, a comissão não espera mudanças muito acentuadas, ainda que preveja um aumento da média regional, devido às modificações da medição na Argentina. Na previsão da Cepal, haverá moderada alta nos preços de vários países – que, apesar disso, mantêm a inflação em um patamar entre 3% e 6%. O aumento da inflação na região já foi observado durante o primeiro bimestre de 2014, quando a inflação média acumulada em 12 meses subiu para 7,6%, ante 7,3% em dezembro do ano passado.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247