Casino também peita Galeazzi sobre BRF
Grupo francês, comandado por Jean-Charles Naouri, enviou uma carta ao conselheiro do Pão de Açúcar solicitando informações sobre os serviços prestados por sua consultoria à Brasil Foods; no início do mês, entrou com pedido arbitral contra Abilio Diniz, por acumular as presidências dos Conselhos das duas empresas
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Reuters - O grupo francês Casino enviou uma carta ao conselheiro do Pão de Açúcar Claudio Galeazzi solicitando informações sobre os serviços prestados por sua consultoria à BRF.
O Casino quer analisar se serviços prestados pela Galeazzi & Associados, que envolvem as estratégias empresarial, comercial e pessoal da BRF, podem ser conflitantes com a posição do executivo no Pão de Açúcar, no segundo caso deste tipo envolvendo a rede varejista e a produtora de alimentos.
"A carta foi enviada a Galeazzi na segunda-feira e questiona quais são os contratos que ele mantém com a BRF e o escopo deles", disse uma fonte com conhecimento do assunto, que preferiu não ser identificado.
"O Casino vai entender até que ponto isso pode ser constatado como conflito para tomar as medidas cabíveis a esta situação", disse a fonte.
No início do mês, o grupo francês submeteu pedido arbitral à Câmara de Comércio Internacional contra o empresário Abilio Diniz, por ele acumular as presidências dos Conselhos de Administração do Pão de Açúcar e da BRF.
O Casino pretende, entre outras finalidades, obter uma declaração de que a eleição de Abilio Diniz para o conselho da BRF --um dos maiores fornecedores do Pão de Açúcar--, sem que tenha renunciado à presidência do Conselho do Pão de Açúcar, está em conflito com os interesses do grupo varejista.
Em nota, Abilio Diniz, disse nesta quinta-feira que "lamenta que o Casino esteja, mais uma vez, agindo de forma oportunista e irresponsável atacando a reputação de pessoas e empresas brasileiras de reconhecida competência em busca de vantagens descabidas em disputas judiciais".
Segundo ele, a discussão promovida pelo Casino sobre suposto conflito de interesse no exercício dos cargos de conselheiros de companhias que possuem relação comercial "é uma medida artificial, sem qualquer embasamento ético e legal".
(Por Juliana Schincariol, no Rio de Janeiro)
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