Carlos Lessa defende ajuda do governo à Petrobras
Ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o economista Carlos Lessa diz que é "inteiramente favorável" a um possível investimento de reserva cambial do governo na Petrobras para ajudar na recuperação da estatal; ele ressalta o papel vital da Petrobras na economia brasileira, e como sua recuperação é determinante para o futuro do País, mesmo com a desvalorização do petróleo; "A ideia de que o petróleo perde importância talvez seja verdadeira em tamanho real, mas a importância que hoje tem, por exemplo, o carvão, vai continuar"
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247 - Ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o economista Carlos Lessa diz que é "inteiramente favorável" a um possível investimento de reserva cambial do governo na Petrobras para ajudar na recuperação da estatal, que tem sido acometida pela queda brusca do preço do barril de petróleo e pelos desdobramentos da Operação Lava Jato.
Carlos Lessa ressalta, em entrevista ao Jornal do Brasil, o papel vital da Petrobras na economia brasileira, e como sua recuperação é determinante para o futuro do País, mesmo com a desvalorização do petróleo.
"A ideia de que o petróleo perde importância talvez seja verdadeira em tamanho real, mas a importância que hoje tem, por exemplo, o carvão, vai continuar. A Petrobras representa, portanto, variáveis possíveis para a expansão, não exclusivamente voltadas ao petróleo", diz o economista.
Nesta semana, a Petrobras anunciou cortes nos planos de investimento e de produção para o período entre 2015 e 2019, buscando se adequar ao mercado, como redução de US$ 32 bilhões no orçamento (projeção inicial era de US$ 130,3 bilhões, agora é de gastos em US$ 98,4 bilhões).
"É fundamental, portanto, que a recuperação da Petrobras se realize o mais rápido possível. A queda da maior empresa do país representa a paralisação do desenvolvimento e o corte cada vez maior de postos de trabalho, resultando em um aumento exponencial de desempregados. Caso medidas não sejam tomadas, o efeito em cadeia já começou e pode custar caro ao país", diz Carlos Lessa.
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