Caos de Parente praticamente paralisa economia do Brasil no 2º tri

Pesquisa da Reuters mostra que o PIB provavelmente cresceu apenas 0,1% no segundo trimestre em relação aos primeiros três meses do ano; o caos provocado pela política de preços dos combustíveis de Pedro Parente reduziu o crescimento do PIB em 0,48 ponto percentual, baseado na mediana de 12 estimativas fornecidas como resposta a uma pergunta extra na pesquisa da Reuters

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BRASÍLIA (Reuters) - A economia brasileira quase não cresceu no segundo trimestre deste ano sob o efeito da greve dos caminhoneiros, mostrou pesquisa da Reuters nesta sexta-feira, soando um alerta sobre a perspectiva econômica antes das eleições de outubro.

O Produto Interno Bruto (PIB) provavelmente cresceu apenas 0,1 por cento em relação aos primeiros três meses do ano, de acordo com a mediana de 28 estimativas.

Seria o ritmo mais lento desde que o Brasil emergiu, no início de 2017, de sua recessão mais profunda em décadas e evidência de que a expansão econômica global está se tornando cada vez mais desigual, mesmo entre economias emergentes.

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Cinco economistas previram contração, com a Austin Rating vendo o cenário mais pessimista, com projeção de queda de 0,6 por cento. Apenas uma casa, Societe Generale, estimou aceleração em relação à taxa de 0,4 por cento apurada no primeiro trimestre, a 0,6 por cento.

Comparado com o ano anterior, o PIB deve ter crescido apenas 1,1 por cento no segundo trimestre, o mais fraco desde o segundo trimestre de 2017.

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Os resultados da pesquisa parecem confirmar uma série de revisões às projeções de crescimento para 2018, tanto no setor privado quanto no setor público, desde a greve. Pesquisa Focus mias recente, do próprio Banco Central com analistas, aponta crescimento anual de 1,49 por cento, queda forte em relação aos 2,50 por cento previstos antes dos protestos.

A greve reduziu o crescimento do PIB em 0,48 ponto percentual, baseado na mediana de 12 estimativas fornecidas como resposta a uma pergunta extra na pesquisa da Reuters. As projeções variaram entre 0,2 e 1,2 ponto percentual, sugerindo que o impacto exato ainda é altamente incerto.

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Os protestos já haviam afetado diversos indicadores econômicos para o período, de vendas no varejo e produção industrial à atividade de serviços e à confiança.

Embora alguns já viessem apontando um repique, economistas parecem céticos de que o crescimento vai acelerar em breve. Sinal disso é que dez de 13 economistas, que responderam a uma pergunta qualitativa, previram que o investimento contraiu no segundo trimestre, interrompendo série de quatro trimestres seguidos de alta que teve como pano de fundo juros na mínima histórica.

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Isso pinta um quadro de obstáculos duradouros ao crescimento, em vez de um solavanco passageiro, o que só deve se acentuar na medida em que a incerteza eleitoral afasta qualquer perspectiva de planejamento.

"A greve deu um golpe contra a economia, que já estava fraca e não deve sarar muito rápido. Especialmente porque as eleições vão fazer as empresas adiarem investimentos e secar o crédito", disse o economista da Infinity Asset Jason Vieira.

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A recuperação lenta deve manter o desemprego elevado e permitir que o BC evite elevar os juros mesmo com o dólar saltando à máxima em dois anos e meio, pressionado por preocupações com a situação eleitoral.

Pesquisas recentes vêm apontando chances crescentes de um segundo turno entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), com o favorito do mercado Geraldo Alckmin (PSDB) tendo dificuldades para decolar.

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Investidores acreditam que Haddad não implementaria reformas estruturais necessárias para limitar o crescimento da dívida e restaurar a confiança e o investimento.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o resultado do PIB no segundo trimestre no próximo dia 31.

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