Camargo e Odebrecht debateram propinas mesmo após a Lava Jato

O presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, disse em sua delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato que empreiteiras, incluindo sua empresa e a Odebrecht, realizaram reuniões para discutir o pagamento de propinas a dirigentes da Eletrobras em agosto de 2014, quando as investigações já estavam em andamento e eram públicas

O presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, disse em sua delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato que empreiteiras, incluindo sua empresa e a Odebrecht, realizaram reuniões para discutir o pagamento de propinas a dirigentes da Eletrobras em agosto de 2014, quando as investigações já estavam em andamento e eram públicas
O presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, disse em sua delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato que empreiteiras, incluindo sua empresa e a Odebrecht, realizaram reuniões para discutir o pagamento de propinas a dirigentes da Eletrobras em agosto de 2014, quando as investigações já estavam em andamento e eram públicas (Foto: Leonardo Attuch)


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SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, disse em sua delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato que empreiteiras, incluindo sua empresa e a Odebrecht, realizaram reuniões para discutir o pagamento de propinas a dirigentes da Eletrobras em agosto de 2014, quando as investigações já estavam em andamento e eram públicas.

A revelação aparece em despacho divulgado nesta sexta-feira, em que o juiz Sérgio Moro pede a continuidade da prisão preventiva de executivos da Odebrecht, incluindo o presidente da empresa, Marcelo Bahia Odebrecht.

Moro disse, no despacho, considerar "perturbadora" a afirmação de que houve discussões referentes a propinas quando as investigações da Lava Jato já apareciam na imprensa e apontou que este seria "mais um indicativo da necessidade de prisão preventiva dos executivos envolvidos".

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De acordo com o juiz, Dalton Avancini disse que as empreiteiras Camargo Correa, UTC Engenharia, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Techin e EBE, "em cartel, teriam ajustado duas licitações em obras de Angra 3 e ainda teriam acertado o pagamento de propinas a empregados da Eletronuclear", que teriam colocado nas licitação cláusulas para restringir a concorrência e favorecer o grupo.

A Eletrobras afirmou que "já se manifestou sobre este tema em comunicados ao mercado".

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A Queiroz Galvão disse que "nega veementemente qualquer pagamento a agentes públicos para obtenção de contratos ou vantagens" e que “todas suas atividades seguem rigorosamente a legislação vigente".

A UTC disse que não vai se pronunciar sobre o assunto.

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A Odebrecht informou que "as defesas estão analisando a decisão e se pronunciarão oportunamente".

Procuradas, as demais empresas não puderam responder imediatamente.

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Segundo Moro, as declarações de Avancini, que incluem também acusações de propina na hidrelétrica de Belo Monte, "ainda precisam ser melhor apuradas, mas têm plausibilidade considerando os fatos já provados nos contratos da Petrobras".

A Lava Jato levantou um dos maiores esquemas de corrupção no Brasil, envolvendo a Petrobras, empreiteiras e políticos.

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Após a citação da Eletrobras durante as investigações, o escritório de advocacia Rosen Law Firm anunciou nesta semana que entrou com ação contra a estatal nos Estados Unidos, para reparar prejuízos a investidores que compraram ações da empresa no mercado americano entre fevereiro de 2014 e abril de 2015.

(Por Luciano Costa)

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