Câmara aprovou corte do auxílio emergencial, dinheiro para centrão e bomba fiscal, diz ex-ministro do governo Dilma

Adiar pagamento de precatórios criará bola de neve de dívida para próximos governos, afirma Nelson Barbosa

Nelson Barbosa
Nelson Barbosa (Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência B)


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247 - Em artigo na Folha de S.Paulo, Nelson Barbosa, ex-ministro da Fazenda e do Planejamento (2015-2016) critica a PEC dos Precatórios e refuta os argumentos do governo. 

Com os precatórios, "o governo Bolsonaro propõe empurrar mais da metade da despesa de 2022 para 2023 e assim em diante" ... "Do jeito proposto, o adiamento de precatórios prejudicará pagamentos de pequeno valor, para pessoas de baixa renda, e criará bola de neve de dívida para os próximos governos, aumentando a incerteza fiscal", escreve o ex-ministro.

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"Para piorar, a proposta do governo também ampliou as formas de pagar precatórios, facilitando a liquidação de patrimônio público (terrenos, ações de estatais e outros itens) para quitar tais obrigações".

Em segundo lugar, Nelson Barbosa escreve que nas transferências de renda, em outubro, 34 milhões de pessoas receberam o auxílio emergencial, de R$ 300/mês. Agora, como o governo prevê atender 17 milhões de pessoas no Auxílio Brasil, os 17 milhões restantes perderão transferência de renda a partir deste mês (estimativas mais pessimistas chegam ao potencial de 22 milhões de desassistidos, escreve.  

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Nelson Barbosa critica também que a proposta de Bolsonaro abre recursos para emendas de relator, "aquela parte do Orçamento alocada sem transparência ou garantia de efetividade econômica e social".

"Por fim, a elevação do teto de gasto em 2022 prevê a volta do arrocho fiscal após um ano". 

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Barbosa conclui afirmando que "a Câmara aprovou uma bola de neve nos precatórios, corte do auxílio emergencial para 17 milhões de pessoas, recursos extra para reeleição do centrão e manutenção da incerteza orçamentária".

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