Caixa do governo seca e vamos fingindo que “o Brasil entrou nos trilhos”
"As condições políticas não permitem que o Governo Temer reajuste impostos no nível necessário. Nada evitará novos cortes nas despesas públicas, já tão minguadas que parte da administração está parando ou por parar. A alternativa de rever a meta de déficit, embora a menos traumática para a vida real, é, simplesmente, vetada pelo 'chefe'. Que chefe? O chefe do Brasil, o 'Mercado'", comenta o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço
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Por Fernando Brito, do Tijolaço
Como se comentou ontem aqui, o caixa do Governo Federal secou, de forma dramática.
Hoje, é o Valor que o confirma:
As frustrações de receitas esquentaram o debate dentro do governo sobre a elevação de tributos para melhorar a situação fiscal. Fontes da área econômica comentam que a discussão sobre a conveniência e o momento de subir impostos como a Cide ou o PIS/Cofins sobre combustíveis se intensificaram nos últimos dias e há chances de algo ser anunciado já com o relatório bimestral, previsto para ser divulgado amanhã.
Os repórteres Fabio Graner e Edna Simão dizem que, além da estagnação da receita ordinária, as expectativas da equipe econômica com as “operações tapa-buracos” estão se frustrando. A segunda etapa da repatriação, dizem eles, que deveria trazer R$ 13 bilhões, para serem divididos, meio a meio, com estados e municípios, rendeu até agora R$ 800 milhões e o cálculo atual é de que não chegue a trazer metade do previsto. O Refis, com as mudanças generosas que o Congresso fez, reduziu outros R$ 13 bilhões que viriam para socorrer o rombo fiscal.
As condições políticas não permitem que o Governo Temer reajuste impostos no nível necessário. Nada evitará novos cortes nas despesas públicas, já tão minguadas que parte da administração está parando ou por parar. A alternativa de rever a meta de déficit, embora a menos traumática para a vida real, é, simplesmente, vetada pelo “chefe”.
Que chefe? O chefe do Brasil, o “Mercado”.
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