Cade libera Parente a entregar fatia do pré-sal para Total
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda dos direitos de 22,5% detidos pela Petrobras na área de concessão denominada Iara, no bloco BM-S-11, para a petroleira francesa Total; concessão, no pré-sal da Bacia de Santos, inclui os campos de Berbigão, Sururu e Atapu Oeste; contratos do negócio foram assinados no início do mês passado e envolveram um total de US$ 2,2 bilhões, preço considerado por especialistas como "uma pechincha", dado o potencial de exploração
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247 com Reuters - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou na sexta-feira a venda dos direitos de 22,5 por cento detidos pela Petrobras na área de concessão denominada Iara, no bloco BM-S-11, para a petroleira francesa Total, segundo despacho publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União.
A concessão, no pré-sal da Bacia de Santos, inclui os campos de Berbigão, Sururu e Atapu Oeste, segundo documentos enviados pelas empresas ao Cade.
Na defesa do negócio envolvendo Iara junto ao Cade, as empresas disseram que os campos envolvidos nesta operação estão em fase de desenvolvimento e não apresentam produção. "Quando a produção for iniciada, e considerando o pico de produção dos campos, estima-se que esse valor representará menos de 7 por cento da produção nacional de petróleo", disseram elas em documento.
O negócio faz parte de uma aliança estratégica assinada pelas duas empresas no fim de dezembro. Os contratos do negócio foram assinados no início do mês passado e envolveram um total de 2,2 bilhões de dólares.
Quando o negócio foi divulgado, em dezembro do ano passado, a mídia celebrou o acordo pelas vantagens que a compara traria para o grupo Total. O jornal Les Echos destaca que esses campos "guardam reservas gigantescas de petróleo e o valor pago foi interessante". Ou seja, a Total pagou pouco em relação ao que vai lucrar extraindo o petróleo brasileiro. O Le Figaro lembra que os campos do pré-sal "são considerados pela Agência Internacional de Energia como os mais promissores do mundo". O presidente da Total, Patrick Pouyanné, disse na época que a operação permite à companhia francesa "integrar a promissora cadeia de exploração de gás no Brasil" (leia mais).
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