Cade: compra do HSBC pelo Bradesco deve ser vista com cautela
Conselho Administrativo de Defesa Econômica declarou como complexo o ato de concentração gerado pela compra do HSBC Brasil pelo Bradesco, apontando a necessidade de se analisar "de forma cuidadosa" eventual tendência de aumento de preços para os consumidores; operação foi aprovada no início de janeiro pelo Banco Central e está avaliada em R$ 5,2 bilhões
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SÃO PAULO (Reuters) - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) declarou como complexo o ato de concentração gerado pela compra do HSBC Brasil pelo Bradesco, apontando a necessidade de se analisar "de forma cuidadosa" eventual tendência de aumento de preços para os consumidores por conta do negócio.
O órgão de defesa da concorrência disse que é necessário realizar novas diligências para aprofundar a análise do caso. Além disso, disse ser preciso dar aos bancos a possibilidade de apresentar as eficiências decorrentes da união, que poderiam contrabalançar a concentração de mercado por ela gerada.
"A instrução realizada até o momento pela Superintendência-Geral apontou que a operação eleva o nível de concentração bancária, gerando a necessidade de se analisar, de forma cuidadosa, a eventual propensão a aumentos de preços para os consumidores na oferta de produtos e serviços financeiros e não financeiros", afirma nota técnica do Cade.
Foi solicitada a departamento do Cade a elaboração de estudo quantitativo sobre os impactos concorrenciais da operação, enquanto os bancos e concorrentes deverão apresentar mais informações sobre o negócio e o mercado.
A compra do HSBC Brasil pelo Bradesco foi aprovada no início do mês pelo Banco Central.
O negócio foi anunciado em agosto do ano passado por 5,2 bilhões de reais.
(Por Priscila Jordão)
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