BTG dispara na Bolsa com soltura de Esteves
As ações do BTG Pactual subiram 7,59% após a revogação da prisão do ex-presidente do banco, André Esteves, determinada nesta quinta-feira, 17, pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF; índice Bovespa fechou o dia em alta de 0,55%
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Infomoney - O dia foi de ganhos para o Ibovespa, apesar de encerrar a sessão desta quinta-feira (17) com alta mais amena que os 2,75% registrados na máxima do dia. No radar dos investidores estão a decisão do Fomc ontem, que subiu juros pela primeira vez desde 2006, além do ambiente político brasileiro com a sessão do STF sobre o rito do impeachment.
Na Bolsa, destaque negativo para o Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 44,50, -2,63%), que passou todo o pregão entre as maiores perdas. As ações da companhia seguem em queda por meses e hoje sua controladora, Casino, desabou 11% após denúncias de que a empresa está realizando uma "engenharia financeira" para mascarar sua piora operacional. Pesando ainda para o índice ficaram os papéis da Petrobras e da Vale, que viraram para queda durante o dia.
Já na ponta positiva, chamaram atenção os papéis da Oi, que seguiram a disparada do último pregão após notícias sobre uma captação na China e de que ela pode fazer uma oferta pela Tim em janeiro. Na sequência apareceram os papéis da MRV Engenharia e também de companhias educacionais.
Confira os principais destaques de ações da sessão desta quinta-feira (17):
Petrobras (PETR3, R$ 8,82, -1,45%; PETR4, R$ 7,20, -1,23%)
Após subirem forte no início da sessão, as ações da Petrobras viraram para queda, acompanhando o preço do petróleo, que também passou a cair. O brent registra queda de 0,51%, a US$ 37,20 o barril. Na máxima do dia, as ações ON da Petrobras subiram 4,6%.
No noticiário corporativo da companhia, a produção de petróleo da Petrobras no Brasil em novembro caiu 1,4 por cento ante outubro, para 2,07 milhões de barris por dia (bpd), informou a companhia nesta quarta-feira. A produção de gás natural da companhia no país, excluído o volume liquefeito, foi de 71,7 milhões de metros cúbicos por dia em novembro, 4 por cento abaixo do mês anterior. Em novembro, a produção de petróleo e gás natural operada pela Petrobras na camada pré-sal cresceu 1,8 por cento em relação ao mês anterior, atingindo a média diária de 1,023 milhão de barris de óleo equivalente por dia.
Além disso, depois de descumprir o acordo fechado com a Braskem e com o Ministério de Minas e Energia (MME) para assinatura, até ontem, de um novo contrato de longo prazo para fornecimento de nafta, a Petrobras recuou quanto aos preços acertados e voltou a pedir um reajuste maior para a matéria-prima, segundo o jornal Valor Econômico. A estatal reivindica preço médio entre 102% e 103% da cotação ARA, usada no mercado europeu, dois pontos acima do valor médio de 101% de ARA anunciado pelo ministro Eduardo Braga na sexta-feira, ressalta o jornal.
Por fim, a Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje a Operação Sangue Negro, que investiga esquema de corrupção envolvendo a empresa holandesa SBM e a Petrobras. Estão sendo cumpridos nove mandados de prisão na cidade do Rio de Janeiro, em Angra dos Reis e em Curitiba.
Há ainda quatro mandados de busca e apreensão feitos em residências e em empresas de prospecção de petróleo. As investigações se referem ao pagamento de propina na Petrobras e antecedem a Operação Lava Jato.
Vale e siderúrgicas
As ações de Vale viraram para queda mais acentuada, enquanto os papéis das siderúrgicas amenizaram as altas e fecharam entre perdas e ganhos. A (VALE3, R$ 12,74, -3,85%; VALE5, R$ 10,23, -2,39%) registrou queda de mais de 3%, enquanto CSN (CSNA3, R$ 4,30, +0,23%), Usiminas (USIM5, R$ 1,52, -5,00%) e Gerdau (GGBR4, R$ 4,85, -0,41%) ficaram em rumos opostos.
Bancos
O dia foi de ganhos para bancos: Bradesco (BBDC3, R$ 22,86, +2,20%; BBDC4, R$ 20,54, +1,52%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 28,59, +1,71%), deixando o Banco do Brasil (BBAS3, R$ 16,39, -0,67%) como única exceção.
Estácio (ESTC3, R$ 14,50, +0,69%)
As ações da Estácio registraram alta. A companhia informou hoje que pretende acelerar aquisições em 2016, com uma situação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) mais previsível e diante de oportunidades de compras devido à crise econômica no Brasil.
Em 2015, as mudanças bruscas e restrição de vagas do Fies, além de uma piora expressiva do cenário econômico, levaram a companhia a pausar as compras e avaliar a situação, disse à Reuters o presidente-executivo da rede de ensino superior, Rogério Melzi.
Oi (OIBR4, R$ 1,63, +6,54%) e Tim (TIMP3, R$ 7,21, +2,12%)
A Oi e a TIM tiveram forte alta hoje. A Oi, empresa de telecomunicações mais endividada do Brasil, está trabalhando para ter uma oferta pelo controle da Tim até janeiro, segundo uma pessoa próxima às negociações ouvida pela Bloomberg
Pelo acordo de exclusividade que tem com a LetterOne, empresa do bilionário russo Mikhail Fridman, a companhia tem até maio para fazer a proposta de fusão com a Tim, unidade da Telecom Italia. No entanto, a Oi quer entregar a oferta o quanto antes e, com isso, receber o aporte de US$ 4 bilhões prometido pela LetterOne, que a ajudaria a reduzir sua alavancagem, disse a pessoa, que não pode ser identificada porque as negociações são confidenciais.
BTG (BBTG11, R$ 15,60, +7,59%)
As ações do BTG Pactual subiram forte após a revogação da prisão do ex-presidente do banco, André Esteves, que foi preso no dia 25 de novembro na Operação Lava Jato. O STF (Supremo Tribunal Federal) acolheu argumentos da defesa de Esteves e determinou que ele saia da prisão. A informação foi confirmada ao InfoMoney pelo advogado do executivo, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.
Esteves foi preso porque foi citado pelo senador Delcídio do Amaral em uma conversa em que o parlamentar negociava com familiares do ex-diretor Nestor Cerveró a fuga do ex-diretor da Petrobras para fora do país.
A decisão foi do ministro Teori Zavascki, que considerou que, como buscas e apreensões já tinham sido feitas, depoimentos já foram finalizados e a denúncia do Ministério Público já foi apresentada ao Supremo, não fazia mais sentido Esteves permanecer preso.
M. Dias Branco e frigoríficos
As notícias sobre a Argentina repercutiram em diversas empresas da Bovespa. Hoje, o peso argentino caiu 29% depois do novo presidente da Argentina, Mauricio Macri, remover os controles cambiais do país, como prometido. O ministro das Finanças do país, Alfonso Prat-Gay havia sinalizado uma depreciação de 30%. Neste momento, são 13,9 pesos para um dólar ocâmbio na Argentina.
Com isso, as ações da M. Dias Branco (MDIA3), fabricante de massas, chegaram a subir 6,53%, mas diminuíram os ganhos e subiram 3,10%, a R$ 68,25. A companhia se beneficia das mudanças na Argentina porque usa trigo como insumo para os seus produtos. Com a desvalorização do peso, o valor do produto fica mais barato, o que beneficia a companhia.
Destaque também para os frigoríficos, caso do JBS (JBSS3, R$ 12,55, +3,98%), Minerva (BEEF3, R$ 11,40, +1,88%), e também da BRF (BRFS3, R$ 57,35, +0,68%). No final de novembro, o presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cosag/Fiesp), João Sampaio, havia destacado que o fim das "retenções" (taxação média de 30% nas exportações argentinas), prometido por Macri, estimulará a retomada de plantas fechadas, bem como possíveis negócios das companhias. Segundo fontes do setor,ouvidas por jornais especializados como o portal BDO, a Minerva Foods teria interesse em aquisições de unidades na Argentina, a Marfrig pretende vender plantas e ainda o JBS pode retomar processadoras paralisadas após as exportações serem prejudicadas pelas "retenções".
Klabin (KLBN11, R$ 22,50, -1,96%)
As ações da Klabin tiveram leves ganhos hoje. A companhia foi rebaixada de outperform (desempenho acima da média do mercado) para marketperform (desempenho em linha com a média do mercado) pela Bradesco Corretora. O preço-alvo é de R$ 28,00 por ação.
(Com Reuters e Bloomberg)
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