BTG ataca Caixa, sua sócia no Pan
Relatório do banco de André Esteves procura enfraquecer braço forte do banco estatal; tigrada do BTG Pactual mira programa Minha Casa Melhor, menina dos ohos do governo Dilma, para provocar intrigas no mercado; instabilidade interessa; majoritário no Pan, onde é sócio da própria Caixa, banco de Esteves tenta entrar em financiamento imobiliário; enfraquecimento do sócio onde Esteves não é sócio visa dar mais lucros a Esteves onde ele majoritário sobre o sócio; lógica do levar vantagem em tudo mesmo; depois do sócio Persio Arida jogar seu nome em cima do desemprego, banqueiro carioca se supera no interesse cruzado
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247 - André Esteves, o bilionário que é dono do BTG, foi amigo do governo federal até pouco tempo atrás. Ficou sócio da Caixa Econômica Federal, reunia-se com frequência com o primeiro escalão do governo, tentou comprar a Vale para Eike Batista, entre outras aproximações.
Hoje é mais um ex-amigo. Deu entrevistas críticas ao governo na Veja, distribuiu relatórios negativos ao desempenho da economia, orientou seu sócio Pérsio Arida a criticar a política econômica, defendendo a necessidade de desemprego na economia e, nesta semana, lançou dois petardos. Anteontem, Roger Agnelli, responsável pela área de mineração do BTG, disse que o projeto de mineração do governo vai inibir investimentos.
Ontem, o BTG distribuiu relatório afirmando que o programa “Minha Casa Melhor” vai aumentar a inadimplência da Caixa Econômica Federal. Em termos contundentes, o BTG afirma que a CEF poderá prejudicar o seu balanço com o aumento do calote gerado pelo programa, que se constitui em linha de crédito para a população de baixa renda comprar móveis e eletrodomésticos.
O que parece é que o BTG revela-se mais uma vez uma instituição que não gosta das classes C, D e E. Não gosta e não quer trabalhar com essa população de baixa renda. O motivo é que o BTG é sócio majoritário da Caixa no Pan, ex-Silvio Santos. Este está entrando agora, finalmente, na área de financiamentos habitacionais, mas quer emprestar a juros maiores que os historicamente praticados pela Caixa. Solapar o Minha Casa Melhor é apenas um primeiro tiro na direção de um dos orgulhos do governo. O segundo é atacar o próprio programa Minha Casa, Minha Vida, para abrir mais espaço para o Pan, no qual, repita-se, Esteves é majortário. Um típico caso de interesse cruzado.
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