Brics cria fundo comum para se proteger da crise

O grupo dos emergentes também anunciou que fará um aporte de recursos adicionais ao Fundo Monetário Internacional (FMI) no valor de US$ 75 bilhões

Brics cria fundo comum para se proteger da crise
Brics cria fundo comum para se proteger da crise (Foto: Victor Ruiz Garcia/REUTERS )


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247 – O Brasil fechou um aporte adicional ao FMI de US$ 10 bilhões. No total, os Brics vão disponibilizar US$ 75 bilhões. Além disso, o grupo anunciou a criação de um fundo comum "para evitar o contágio das cinco grandes nações emergentes em caso de novas turbulências financeiras globais". Leia na matéria fo Globo:

LOS CABOS, México — Em meio às perspectivas nebulosas de solução para a crise europeia, o Brics - que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - anunciou na segunda-feira que irá criar um fundo comum com parte de suas reservas internacionais de US$ 4,5 trilhões para evitar o contágio das cinco grandes nações emergentes em caso de novas turbulências financeiras globais. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o objetivo é criar "uma solidariedade financeira" entre os emergentes e aumentar a confiança não só nos cinco mercados, mas internacionalmente. A rapidez com que o mecanismo será criado — até abril de 2013 — sugere que o Brics antecipa um prolongamento da atual situação global.

O Brics anunciou também aos países que compõem o G20 (grupo das maiores economias do mundo) que fará um aporte de recursos adicionais ao Fundo Monetário Internacional (FMI) no valor de US$ 75 bilhões.

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O montante comporá o colchão anticrise do Fundo, que, com o anúncio do Brics e de outras nações, chegou a US$ 456 bilhões. Ao todo, 12 países anunciaram ao FMI durante a primeira parte da reunião do G20 que farão contribuições adicionais.
Brasil, Índia e Rússia se comprometeram a destinar ao FMI US$ 10 bilhões cada. Coube à China o maior aporte, US$ 43 bilhões, e à África do Sul, US$ 2 bilhões.

O comunicado do Brics foi feito na primeira sessão de trabalho dos chefes de Estado e governo do G20, na tarde de segunda-feira, no balneário de Los Cabos, no México, onde é realizada a cúpula. Os valores foram divulgados no fim da noite, pelo FMI.

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O valor final do colchão anticrise do FMI, tecnicamente chamado de firewall, ficou US$ 26 bilhões acima do que a direção da instituição esperava alcançar, conforme divulgado no encontro de primavera do Fundo e do Banco Mundial, em abril.

O Brics havia se comprometido a contribuir para o muro de proteção do FMI em abril, mas declinara de estabelecer valores, como forma de pressionar o Fundo a completar a reforma de cotas e poder de voto da instituição. Ainda que estes avanços não tenham sido alcançados, os cinco grandes emergentes decidiram fazer o aporte devido à escalada da tensão global com o recrudescimento da crise global.

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Dilma Rousseff (Brasil), Vladimir Putin (Rússia), Manmohan Singh (Índia), Hu Jintao (China) e Jacob Zuma (África do Sul) se reuniram na manhã de segunda-feira, antes da primeira sessão de trabalho da cúpula de líderes do G20 (maiores economias do mundo). Eles divulgaram ainda nota na qual cobram que a declaração final do encontro apoie de forma incisiva uma ação coordenada de recuperação do ritmo de crescimento global — em recado direto à União Europeia.

Os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais dos cinco países terão até abril do próximo ano para apresentar uma proposta estruturada para o fundo comum de reservas, incluindo valores, cotas, taxas e regras de saque. Mas Mantega destacou que os efeitos deste muro de proteção serão sentidos já a partir de agora, pois os líderes acordaram que poderão ser feitas, a qualquer momento, operações bilaterais de apoio mútuo com uso de reservas (swaps) dentro do Brics.

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— Isso aumenta a confiança porque significa que você tem mais bala na agulha se tiver um problema — afirmou o ministro da Fazenda.

Mantega negou que o Brics esteja antevendo a continuidade da crise europeia no médio prazo. Segundo ele, o mecanismo que será criado, batizado de Fundo Virtual de Reservas, é uma contribuição do grupo, que está em melhor posição hoje em relação aos fundamentos macroeconômicos e ao ritmo de crescimento, à comunidade internacional.

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— Esse é um passo que vai no sentido de aumentar a confiança. É importante que uma região que tem mais dinamismo possa ajudar uma região que está em mais dificuldades. Como o Brics pode ajudar? Dinamizando suas economias para ajudar os emergentes que estão em dificuldades, estimulando os países mais avançados a fazerem mais investimentos e tomando medidas prudenciais para fortalecer a nossa siatuação. Achamos que este mecanismo fortalece uma parte das finanças internacionais — explicou o ministro. 

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