Bresser: classe média tem “ódio irracional ao PT e ao governo”

Ex-ministro diz que classe média brasileira desenvolveu "ódio profundo ao PT e ao governo. Uma coisa irracional, perigosa e antidemocrática"; Bresser Pereira, que é um dos fundadores do PSDB, disse que não enxerga razões que justifiquem a abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e que a sua saída "seria um caos danado"; "Nunca vou para a rua, sou um intelectual, mas se houvesse um impeachment com as razões que eles têm aí, pedaladas, TCU, eu iria. Agora, se descobrirem algum crime que a Dilma praticou é outra coisa", afirmou

Ex-ministro diz que classe média brasileira desenvolveu "ódio profundo ao PT e ao governo. Uma coisa irracional, perigosa e antidemocrática"; Bresser Pereira, que é um dos fundadores do PSDB, disse que não enxerga razões que justifiquem a abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e que a sua saída "seria um caos danado"; "Nunca vou para a rua, sou um intelectual, mas se houvesse um impeachment com as razões que eles têm aí, pedaladas, TCU, eu iria. Agora, se descobrirem algum crime que a Dilma praticou é outra coisa", afirmou
Ex-ministro diz que classe média brasileira desenvolveu "ódio profundo ao PT e ao governo. Uma coisa irracional, perigosa e antidemocrática"; Bresser Pereira, que é um dos fundadores do PSDB, disse que não enxerga razões que justifiquem a abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e que a sua saída "seria um caos danado"; "Nunca vou para a rua, sou um intelectual, mas se houvesse um impeachment com as razões que eles têm aí, pedaladas, TCU, eu iria. Agora, se descobrirem algum crime que a Dilma praticou é outra coisa", afirmou (Foto: Paulo Emílio)


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247 - O ex-ministro da Fazenda no governo de José Sarney e da Reforma do Estado no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Bresser Pereira, afirmou que a classe média brasileira desenvolveu um "ódio profundo ao PT e ao governo. Uma coisa irracional, perigosa e antidemocrática".

Bresser justifica a afirmação, feita em uma longa entrevista concedida à BBC, observando que com a chegada do PT ao poder, "ricos  e pobres ganharam dinheiro", mas "a classe média tradicional, que nos anos 80 liderou a transição democrática", "ficou de fora". Ele também disse ser contra o impeachment e que "iria às ruas" caso necessário para defender o mandato da presidente Dilma Rousseff.

O ex-ministro, que apesar de ser um dos fundadores do PSDB apoiou a presidente Dilma Rousseff nas últimas eleições, defendeu o ajuste fiscal que o governo vem tentando implementar a todo custo e criticou o governo da presidente Dilma como "desastroso" em diversos pontos.

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Ele também acusou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de realizar um "populismo cambial" que acabou por deixar uma "bomba" à sua sucessora. "O dólar a R$ 2 foi o pior legado de Lula, a bomba que ele deixou para Dilma", cravou. "O que arrebentou a economia foi o câmbio, que provocou uma desindustrialização", analisou.

Bresser disse, ainda, que não enxerga razões que justifiquem um pedido de impeachment contra Dilma e afirmou temer as consequências econômicas de um processo do gênero. "Seria um caos danado. Até eu iria para a rua. Nunca vou para a rua, sou um intelectual, mas se houvesse um impeachment com as razões que eles tem aí, pedaladas, TCU, eu iria. Agora, se descobrirem algum crime que a Dilma praticou é outra coisa. Como no caso do Collor. Acho que as elites brasileiras, e as empresariais principalmente, perceberam que isso (impeachment) não adiantaria nada. Poderia até piorar a crise. Então de um ponto de vista conservador, eles são contra", avaliou.

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Veja aqui a entrevista completa de Bresser Pereira à BBC.

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