Brasileiros com receio médio ou alto do desemprego somam 29%

Levantamento da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil revela que 29% dos trabalhadores brasileiros têm receio médio ou alto de serem demitidos; de acordo com a pesquisa, embora esse número esteja em patamar considerável, o percentual de trabalhadores que temem o desemprego é inferior aos dos últimos três meses  

Brasileiros com receio médio ou alto do desemprego somam 29%
Brasileiros com receio médio ou alto do desemprego somam 29% (Foto: ABR)


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Por Lucas Scatolini - Estagiário da Agência Brasil

Levantamento da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 29% dos trabalhadores brasileiros têm receio médio ou alto de serem demitidos. De acordo com a pesquisa, embora esse número esteja em patamar considerável, o percentual de trabalhadores que temem o desemprego é inferior aos dos últimos três meses.

Os dados compõem o Indicador de Confiança do Consumidor de outubro, que não esboçou reação significativa e ficou estável nos 42,3 pontos ante os 41,9 pontos de setembro. Segundo o levantamento, 36% dos entrevistados avaliam como baixa a probabilidade de demissão, enquanto 35% acham que não há esse risco. De modo geral, 45% dos entrevistados declararam ter ao menos uma pessoa desempregada em sua residência.

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Nos demais quesitos que fazem parte do estudo, oito em cada dez brasileiros avaliam de forma negativa as condições do atual cenário econômico, enquanto 17% consideram o desempenho regular, e apenas 2% enxergam o quadro de forma positiva. Entre os que avaliam o clima econômico como ruim, 68% culpam o desemprego elevado, 58% o aumento nos preços, 36% as altas taxas de juros e 27% a desvalorização do real.

Sobre as expectativas quanto ao futuro do quadro econômico, 42% dos brasileiros não afirmaram se as condições econômicas do país estarão melhores ou piores nos próximos seis meses, período que já engloba o mandato do novo presidente da República. De acordo com a pesquisa, 21% dos entrevistados avaliam de forma positiva, ao passo que 32% estão declaradamente pessimistas.

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O desemprego e o receio de que a inflação saia do controle são os fatores que mais pesam entre os pessimistas, enquanto a maior parte dos otimistas (43%) não sabe explicar as razões desse sentimento e 33% apostam em um cenário político mais estável.

Quando a análise se detém na avaliação sobre a própria vida financeira, 45% dos brasileiros avaliam sua situação financeira como ruim, enquanto 47% classificam como regular, e apenas 8% avaliam de forma positiva. Para a maioria dos consumidores que partilham da visão negativa (47%), o alto custo de vida é a razão mais citada. O desemprego fica em segundo lugar, citado por 41%, ao passo que 26% culpam a queda da renda familiar.

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Em relação ao futuro da própria condição financeira, seis em cada dez entrevistados acham que o quadro vai melhorar nos próximos seis meses, contra apenas 12% que acreditam em pioras. Há ainda 27% que se declararam neutros.

De acordo com o SPC Brasil, o emprego é um dos fatores que mais impactam na confiança do consumidor, e que enquanto o mercado de trabalho não mostrar sinais vigorosos de recuperação, a confiança do trabalhador seguirá retraída. A entidade ressalta ainda que, apesar da visão quanto a situação econômica do país, o consumidor sabe que aumentar o próprio controle financeiro pode ajudá-lo a enfrentar o ambiente adverso.

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Foram entrevistados 800 consumidores a respeito da avaliação sobre o momento atual da economia; a avaliação sobre a própria vida financeira; a percepção sobre o futuro da economia e a percepção sobre o futuro da própria vida financeira. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que resultados acima de 50 pontos ostram uma percepção mais otimista do consumidor.

* Estagiário sob surpevisão de Alexssander de Paula

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