Brasileira, InBev pode fechar compra de US$ 12 bi
A maior cervejaria do mundo, de Jorge Paulo Lemann, está prestes a adquirir os 50% restantes da mexicana Modelo, dona da Corona Extra. Antes, terá que convencer o comando familiar a ceder o controle da companhia, uma tarefa pouco intimidadora para o trio brasileiro mais influente do Olimpo
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247 – A belga-brasileira Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo, está perto de comprar o restante do grupo mexicano Modelo por mais de US$ 12 bilhões. A compra deve ser anunciada no início da semana, mas uma fonte próxima às negociações disse que o acordo ainda não foi concluído e pode cair.
Desde que compraram a Brahma, o trio de empresários brasileiros da AB Inbev, Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, costurou grandes negócios que causaram surpresa na época em que foram anunciados. O primeiro deles foi a aquisição da Antarctica, arqui-rival da Brahma. Depois a fusão com a belga Interbrew e depois a união com a Anheuser-Busch, nos EUA, dona da marca Budweiser. Hoje, o conglomerado controla a B2W (que reúne Americanas.com, Shoptime e Submarino), o ícone americano Burger King e tem um patrimônio de 38 imóveis de luxo.
A Anheuser-Busch InBev herdou uma fatia de 50% da Modelo quando comprou a Budweiser, em 2008. Segundo informações do Valor, uma disputa entre a Anheuser-Busch InBev e a Modelo começou assim que a mexicana alegou que a fabricante da Budweiser e Busch Light descumpriu um acordo de investimento ao não consultar a empresa sobre sua venda para a Anheuser-Busch InBev. Em 2010, um painel de arbitragem decidiu em favor da Anheuser-Busch InBev, pondo fim à briga.
Se conseguir tirar o controle da Mexicana de US$ 23 bilhões das mãos de uma família, o trio de brasileiros da AB InBev adicionará a Corona Extra a seu portfólio de marcas, que inclui Leffe, Budweiser, Stella Artois, Skol, Brahma, Antarctica e Bohemia. A InBev controla hoje 14% do mercado mundial de cervejas e é dominante na Bélgica, Brasil e grande parte da Europa Ocidental.
Cervejarias a incluindo AB InBev estão entre as companhias de bens de consumo que procuram se expandir para fora da Europa para escapar do elevado índice de desemprego e da estagnação econômica que tem travado o crescimento. A Procter & Gamble Co., a maior empresa do mundo de bens de consumo, e a francesa França cortaram a previsão de lucro este mês em meio a uma desaceleração na região.
"A Modelo é a melhor próxima etapa que a AB InBev deve tomar", disse Gerard Rijk, analista do ING Groep NV em Amsterdã.
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