Brasil já cresce "bem acima" de 1% na margem, diz Guedes

Ele também previu a continuidade da queda dos juros, hoje em 5% ao ano, e afirmou que, com taxas reduzidas, o setor público deve “economizar” 96 bilhões de reais em serviço da dívida no próximo ano

Paulo Guedes
Paulo Guedes (Foto: José Cruz/Agência Brasil)


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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira que a economia brasileira já cresce “bem acima” de 1% na margem e destacou que a aceleração da atividade, aliada aos juros baixos, vai criar um ciclo virtuoso e fazer “disparar” os investimentos de longo prazo no país.

“Estou energizado pelo o que está acontecendo, eu mesmo tinha dúvidas do quão rápido ia acontecer”, afirmou Guedes a uma plateia de empresários no Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX) de 2019.

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Segundo o ministro, em 2020, o país “seguramente” vai crescer mais do que o dobro deste ano.

Ele também previu a continuidade da queda dos juros, hoje em 5% ao ano, e afirmou que, com taxas reduzidas, o setor público deve “economizar” 96 bilhões de reais em serviço da dívida no próximo ano.

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“Já controlamos a primeira fonte de despesa do governo, que é a Previdência, como já começamos a derrubar a segunda torre de descontrole das finanças públicas. O buraco fiscal que ameaçava a engolir a economia brasileira está sendo combatido”, completou.

Segundo Guedes, a terceira fonte de comprometimento fiscal do governo são os gastos com funcionalismo, que avançaram mais de 50 por cento acima da inflação nos últimos 15 anos. As ferramentas para conter esse desequilíbrio, segundo o ministro, estão presentes na reforma administrativa que não irá, contudo, mexer com estabilidade e salários dos atuais funcionários públicos.

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Segundo Guedes, a reforma, que o governo tinha sinalizado que apresentaria ao Congresso na semana passada, “está andando”, mas ele não deu detalhes sobre prazos.

Sobre a reforma tributária, Guedes disse rapidamente que o governo vai defender a criação de um IVA (imposto sobre valor agregado) federal que deve unificar impostos como PIS e Cofins, com uma alíquota de 11% a 12%.

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O ministro reiterou que Estados e municípios estão convidados a embarcar nesse projeto, mas que a União não pode forçar os entes a abrirem mão de receitas de impostos como ICMS ( estadual ) e ISS ( municipal).

Ao comentar a política de abertura comercial do governo, Guedes afirmou que não há nenhuma grande nação na história que não tenha usado a expansão comercial como alavanca de crescimento. Nesse contexto, ele voltou a citar negociações para um acordo de livre comércio com a China, destacando que a negociação com os chineses “vai levar dois ou mais anos”.

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