Brasil corre risco de 'convulsão político-social' se não criar empregos, afirma especialista

"Há uma mobilidade social descendente, muita gente descendo, sobretudo da classe D para E, e da E para F", afirmou o professor de Relações Internacionais do NAE, Jonuel Gonçalves

(Foto: Reuters)


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Agência Sputnik - Previsão do Banco Mundial mostra que a crise causada pela pandemia do coronavírus pode levar o Brasil a ter o maior patamar de extrema pobreza desde 2006.

De acordo com as estimativas do Banco Mundial, citadas pelo O Globo, o avanço da pandemia do novo coronavírus deve jogar 5,4 milhões de brasileiros na extrema pobreza neste ano. Além disso, a instituição prevê uma diminuição de 5% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2020.

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O professor de Relações Internacionais do NAE (Núcleo de Estudos Avançados do Instituto de Estudos Estratégicos da UFF), Jonuel Gonçalves, em entrevista à Sputnik Brasil, observou que, se as previsões do Banco Mundial se comprovarem na prática, o Brasil terá uma crise com um efeito "bola de neve" em vários setores da sociedade.

"As previsões do Banco Mundial são sempre previsões indicativas, elas não garantem que os números sejam exatamente esses, e às vezes até fazem previsões conservadoras para não chocar governos que, no fundo, participam da elaboração da política do Banco Mundial", pondera.

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"Basta que esse número se confirme, nós vamos ter um fenômeno de bola de neve, porque o Brasil já vem assim desde 2012, e isso se agravou muito depois de 2014. Então estamos com um nível de 12 milhões de desempregados, há uma mobilidade social descendente, muita gente descendo, sobretudo da classe D para E, e da E para F", acrescentou o professor de Relações Internacionais.

De acordo com ele, "uma política correta para o Brasil seria justamente criar emprego para absorver com rapidez uma boa parte dos milhões de desempregados".

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Jonuel Gonçalves destacou que o aumento do desemprego levaria a um aumento da criminalidade e, consequentemente, "um risco maior seria uma convulsão política-social".

"Isso são hipóteses. O governo tem meios para controlar essas hipóteses se realmente priorizar toda a centralidade ao combate do empobrecimento da população", completou.

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