Braço direito de Temer pode salvar negócio da Odebrecht
Caberá ao vice-presidente de Governo da Caixa Econômica, Roberto Derziê, braço-direito de Temer e citado em negociações de pagamento de propina no FI-FGTS, concretizar a venda da Odebrecht Ambiental para o grupo canadense Brookfield; é o que informa o colunista Lauro Jardim neste domingo, 2; isso porque o FI-FGTS é dono de 30% da companhia, que teve os outros 70% vendidos para a gestora canadense Brookfield, numa transação que pode chegar a R$ 2,75 bilhões
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247 - O vice-presidente de Governo da Caixa Econômica, Roberto Derziê, braço-direito de Temer e citado em negociações de pagamento de propina no Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), pode salvar um importante negócio da Odebrecht.
Segundo o colunista Lauro Jardim, em nota neste domingo, 2, no Globo, caberá a Roberto Derziê dar o último "ok" para a Odebrecht concretizar a venda da Odebrecht Ambiental para o grupo canadense Brookfield. Leia a nota:
"Por pouco
A venda da Odebrecht Ambiental para a Brookfield está por um triz para ser fechada. A força-tarefa da Lava-Jato enviou à Brookfield uma carta tranquilizando os canadenses quanto ao risco de herança de passivos judiciais na operação. Agora, falta apenas o ok da CEF. Ali, quem cuida do assunto é o vice-presidente Roberto Derziê."
A gestora canadense Brookfield comprou 70% da Odebrecht Ambiental pelo montante inicial de US$ 768 milhões. O acordo prevê ainda o pagamento adicional de R$ 350 milhões caso certas metas do ativo forem atingidas nos três anos subsequentes ao fechamento do negócio. Com isso, a operação pode chegar a US$ 878 milhões, ou cerca de R$ 2,750 bilhões.
Propina no FI-FGTS
O negócio é que o FI-FGTS, da Caixa, é o dentetor dos 30% restantes da Odebrecht Ambiental. Irregularidades envolvendo pagamento de propina no FI-FGTS tem em Roberto Derziê como um do alvos de investigações da Polícia Federal. Mensagens de celular entregues ao Ministério Público Federal pelo empresário Alexandre Margotto fazem referência à atuação de Derziê em negociações que resultaram em irregularidades no FI-FGTS.
A delação de Margotto foi homologada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. As mensagens que citam Derziê foram escritas pelo ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Fábio Cleto, um colaborador da Operação Lava-Jato e ex-conselheiro do FI-FGTS. Em sua delação, Cleto já tinha apontado irregularidades nos investimentos do fundo na Eldorado, o que teria rendido propina ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Em 7 de agosto de 2014, Margotto encaminhou ao doleiro Lúcio Bolonha Funaro, então seu sócio, duas mensagens de Cleto tratando da participação de Derziê no esquema. Uma faz referência a outras duas vice-presidências da Caixa, a de Riscos, e a de Gestão de Ativos de Terceiros (Viter). "Tô em cima cobrando todo mundo. Pus Derziê para cobrar junto comigo e falamos com Risco e Viter. Esses caras tão foda e ainda estão dando trabalho para a empresa", diz Cleto.
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