Bolsonaro paralisa a economia e não vai parar de atacar as instituições, adverte Armínio Fraga

O economista diz que ele é uma ‘"fera ferida” e “acuada” diante de seus baixos índices de aprovação e deve tornar constantes os ataques à democracia

Armínio Fraga e manifestação contra Bolsonaro
Armínio Fraga e manifestação contra Bolsonaro (Foto: World Economic Forum/Benedikt von Loebell | Jornalistas Livres)


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247 – O economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, faz uma leitura mais cautelosa do recuo de Jair Bolsonaro após o 7 de setembro. "Eu interpreto que a ausência de violência nas ruas pode ter sido tática. Não posso acusar ninguém, mas era a minha expectativa que, se tivesse havido violência, teria sido algo muito negativo para o governo", diz ele, em entrevista à Folha de S. Paulo. "Como os índices de aprovação do governo vêm caindo e parecem muito restritos ao grupo mais próximo, e insuficientes para uma reeleição, começa a ficar claro que podemos estar diante de um comportamento de fera ferida, de fera acuada. E isso é sempre um perigo Meu receio a essa altura é que isso será uma constante daqui até o fim deste governo", aponta.

"Do ponto de vista econômico, é absolutamente paralisante. De um lado, temos um governo engessado porque não prioriza direito o gasto, e não é de hoje, fazendo com que o investimento público seja muito baixo, com sérios problemas de qualidade. E isso começa a impactar nos temas clássicos. No crescimento e na desigualdade, num círculo vicioso. É assim que vejo essa história toda, terrível", diz ainda o economista.

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