Bolsonaro diz fazer "papel de otário" ao reduzir preços de combustíveis e estes não caírem nas bombas

Em meio a queda de braço que vem travando com os governadores referente a cobrança de impostos sobre os combustíveis, Jair Bolsonaro afirmou que sente estar "fazendo papel de otário" ao reduzir o preço dos combustíveis nas refinarias e a queda não beneficiar o consumidor final. “Eu estou aqui fazendo papel de otário. Quanto é que vai baixar na bomba para o consumidor?", disparou

(Foto: PR | Reuters)


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247 - Em um novo desafio aos governadores na queda de braço que vem travando sobre a cobrança de impostos sobre os combustíveis, Jair Bolsonaro afirmou que sente estar "fazendo papel de otário" ao reduzir o preço dos combustíveis nas refinarias e a queda não chegar às bombas, beneficiando o consumidor final. “Eu estou aqui fazendo papel de otário. Quanto é que vai baixar na bomba para o consumidor?", disparou na manhã desta quinta-feira (6). O preço do insumo, porém, é definido pela Petrobrás por meio da cotação internacional do petróleo e da variação do dólar. Nos últimos dias foram quatro reduções após meses de altas seguidas. 

Bolsonaro disse, também, que não interfere na política de preços da estatal. "Não vou ligar para o [Roberto] Castello Branco [presidente da Petrobrás] e dizer: olha, não baixa mais [o preço dos combustíveis]. Eu não interfiro na Petrobras. Não existe isso", afirmou.  Nesta quarta-feira (5), ele gerou indignação entre os governadores ao afirmar que zeraria os impostos federais sobre os combustíveis desde que os estados também zerassem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do setor.

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Além de não ter consultado os governadores sobre o imposto estadual, Bolsonaro também não levou em conta os impactos financeiros sobre s cofres públicos estaduais e, também, da União. De acordo com dados da Receita Federal, a arrecadação do governo federal com PIS/Cofins e Cide sobre combustíveis chegou a R$ 27,402 bilhões no ano passado. Indagado sobre o assunto, Bolsonaro desconversou: "Eu estou mostrando que a responsabilidade pelo preço do combustível é minha e dos governadores também. Não fique só jogando em cima de mim".  

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