Bolsonaro chega a Israel para viagem que pode ser desastrosa para o agronegócio
Jair Bolsonaro diz que um de seus objetivos é trazer para o Brasil técnicas de irrigação para o Nordeste. No entanto, o agronegócio brasileiro pode ser duramente penalizado. "Palestinos se organizam para pedir embargo de produtos brasileiros em países islâmicos se o Brasil abrir representação diplomática em Jerusalém, ainda que seja um escritório comercial. A informação é de Hannan Ashrawi, diretora da OLP, Organização para Libertação da Palestina", informa o jornalista Sérgio Utsch, que atua como correspondente internacional
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247 – Jair Bolsonaro já está em Israel e diz que um de seus objetivos é trazer para o Brasil técnicas de irrigação para o Nordeste. No entanto, o agronegócio brasileiro pode ser duramente penalizado. "Palestinos se organizam para pedir embargo de produtos brasileiros em países islâmicos se o Brasil abrir representação diplomática em Jerusalém, ainda que seja um escritório comercial. A informação é de Hannan Ashrawi, diretora da OLP, Organização para Libertação da Palestina", informa o jornalista Sérgio Utsch, que atua como correspondente internacional.
Confira abaixo o tweet de Utsch e reportagem da Sputinik:
Palestinos se organizam para pedir embargo de produtos brasileiros em países islâmicos se o Brasil abrir representação diplomática em Jerusalém, ainda que seja um escritório comercial. A informação é de Hannan Ashrawi, diretora da OLP, Organização para Libertação da Palestina. pic.twitter.com/EcTva11t4q
— Sérgio Utsch (@utsch) 30 de março de 2019continua após o anúncio
O presidente Jair Bolsonaro pretende enviar estudantes brasileiros para Israel para estudar técnicas de irrigação e serem capacitados em áreas tecnológicas nas quais o país possui expertise, informou Agência Brasil.
O presidente fez a declaração em vídeo pelo seu Twitter neste sábado. Bolsonaro fará uma visita oficial de três dias a Israel a partir deste domingo.
Técnicas de irrigação e de aquicultura no deserto desenvolvidas por Israel, estarão, segundo o presidente, na pauta da visita. "Lá, a precipitação pluviométrica é menor do que no semiárido nordestino. Então, tem que dar certo do lado de cá", afirmou o chefe de Estado.
"Como ocorreu nos anos 70, quando nós mandávamos a garotada para estudar agronomia em outros países, agora pretendemos mandar a garotada estudar em Israel essas novas técnicas e tecnologias para o nosso bem, para que possamos implementar essas outras áreas de pesquisa no Brasil", acrescentou o político. Isso, segundo ele "já está acertado com o governo de Israel".
"País que não tem ciência e tecnologia está condenado a ser escravo de quem as têm", ressaltou Bolsonaro.
"Temos que fazer com que esses cérebros fiquem aqui e tenham meios para desenvolver as suas pesquisas, que comecem a retirar da prancheta essas descobertas para o bem do nosso povo e para o bem do mundo", concluiu.
As declarações foram feitas no último dia 27, em evento que reuniu pesquisadores da Universidade Mackenzie e com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, informou Agência Brasil.
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