Bolsonaro cede a pressão e fala em manter ministério da Indústria

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse nesta quarta-feira que manterá o Ministério da Indústria e Comércio, atendendo a pedidos de representantes do setor industrial

Bolsonaro cede a pressão e fala em manter ministério da Indústria
Bolsonaro cede a pressão e fala em manter ministério da Indústria (Foto: REUTERS/Adriano Machado)


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SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse nesta quarta-feira que manterá o Ministério da Indústria e Comércio, atendendo a pedidos de representantes do setor industrial, e fez uma cobrança dura a parlamentares eleitos pelo PSL por um maior engajamento na reta final da campanha de segundo turno até a eleição de domingo.

Em transmissão ao vivo feita pelo Facebook, Bolsonaro procurou rebater o que chamou de “mentiras” que, segundo ele, estão sendo difundidas por apoiadores de seu adversário, o petista Fernando Haddad, e disse ter se reunido com representantes da indústria e da agricultura.

“Recebemos a visita de homens da indústria do Brasil falando dos problemas e como eu poderia resolver essas questões deles. Falaram da questão que gostariam que o Ministério da Indústria e Comércio continuasse existindo, vamos atendê-los”, disse o capitão da reserva do Exército.

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“Se esse é o interesse deles, para o bem do Brasil, vamos atender, vamos manter o Ministério da Indústria e Comércio, sem problema nenhum”, acrescentou.

Inicialmente, a campanha de Bolsonaro estudava unir o Ministério da Indústria e Comércio com as pastas da Fazenda e do Planejamento para criar um super ministério para a Economia, que seria comandado pelo economista Paulo Guedes, guru econômico de Bolsonaro.

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O candidato do PSL também disse estar aberto a negociar uma outra proposta que vinha defendendo, a de unir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, após ouvir posições favoráveis e contrárias a esta medida partindo de representantes do agronegócio.

“Está havendo um certo atrito sobre se funde ou não o Ministério da Agricultura com o do Meio Ambiente. Da minha parte, estou pronto para negociar”, afirmou.

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Uma das principais promessas de Bolsonaro durante a campanha tem sido a de redução da máquina pública e do número de ministérios, que ele quer diminuir dos atuais 29 para cerca de 15.

SEM MÉRITO PRÓPRIO

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No vídeo, Bolsonaro cobrou duramente um maior engajamento em sua campanha de parlamentares eleitos pelo PSL no primeiro turno, realizado no dia 7 de outubro, e afirmou que o partido só elegeu a segunda maior bancada na Câmara, com 52 deputados, graças a ele.

“Os deputados da esquerda estão mobilizados. A gente acompanha aqui no Twitter, Facebook, eles estão mobilizados. O tempo todo difundindo essas mentiras. O nosso pessoal, parlamentares, deixar bem claro, eu estou vendo que o engajamento está muito fraco. Eu apelo aos parlamentares que entrem nesse briga. Não acabou a eleição ainda!”, disse Bolsonaro.

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“Vocês sabem que se elegeram, 52 do meu partido, em grande parte pelo meu trabalho como candidato a presidente da República. Vocês têm seus méritos também, mas vamos deixar bem claro que ninguém acreditava que um partido com oito segundos de televisão e sem fundo partidário, quase zerado, ia eleger uma bancada de 52.”

O presidenciável do PSL reclamou especificamente dos parlamentares eleitos por São Paulo. No Estado, parte dos eleitos pela legenda apoia o candidato a governador João Doria (PSDB) e um outro grupo declarou voto em Márcio França (PSB).

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“Eu estou vendo em São Paulo, uma briga em São Paulo! Em vez de brigar por voto para mim, fica apoiando um candidato ou apoiando o outro. Vocês têm que dar a devida resposta, pô! Pelo amor de Deus, deputados de São Paulo! O objetivo de vocês é Jair Bolsonaro, depois é França ou Doria, pelo amor de Deus!”, cobrou.

“Fica uma briguinha aí que parece que vocês se elegeram por mérito próprio. Com toda a certeza, se vocês fossem candidatos, alguns seriam eleitos, a grande maioria, não! E agora, falta trabalhar com seriedade. O que está em jogo é a cadeira presidencial.”

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Bolsonaro também questionou as pesquisas eleitorais, depois de levantamento do Ibope mostrar que ele oscilou 2 pontos para baixo, enquanto Haddad variou 2 pontos para cima, e afirmou que seu adversário “só pode chegar pela fraude, pelo voto não vai chegar, tenho certeza disso”.

Mais cedo, em entrevista a jornalistas, Bolsonaro defendeu mudanças na lei para que as pessoas possam ter arma, mas não que andem armadas.

“Ninguém apoia o estatuto do desarmamento onde qualquer um possa comprar arma e andar com ela por aí, inclusive isso é para a posse de arma de fogo, não estamos tratando em mudança no tocante à posse de arma de fogo”, disse ele.

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