Bolsa sobe depois do estouro da "bolha Meirelles"

Índice Bovespa, que chegou a cair 4% ao longo do dia, fechou em alta de 0,67%, num dia em que as ações derreteram no mundo inteiro; coincidência ou não, virada ocorreu depois que o ex-presidente Lula, em nota, negou que tenha sugerido a ida de Henrique Meirelles para o comando da área econômica; Palácio do Planalto fortaleceu o ministro Guido Mantega

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Por Danielle Assalve

SÃO PAULO, 20 Jun (Reuters) - A Bovespa teve mais um dia de nervosismo e intensa volatilidade nesta quinta-feira, com os mercados se ajustando à perspectiva de que a redução dos estímulos monetários nos Estados Unidos tenha início ainda neste ano.

O principal índice brasileiro de ações inverteu o sinal na etapa final do pregão e fechou em alta de 0,67 por cento, a 48.214 pontos, após ter operado praticamente todo o dia no vermelho e afundado 4,1 por cento na mínima intradiária.

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Segundo o estrategista Luis Gustavo Pereira, da Futura Corretora em São Paulo, a forte queda verificada pela manhã ajudou a atrair investidores em busca de barganhas, após o Ibovespa ter acumulado queda de 20,9 por cento no ano.

O forte avanço do dólar ante o real, para o patamar de 2,25 reais, mesmo após o Banco Central atuar três vezes para conter a valorização da divisa, também foi apontado para explicar a recuperação do Ibovespa.

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"A percepção é de que alguns estrangeiros começaram a achar que a bolsa caiu muito e começou a ficar barata em dólar", disse o analista Hamilton Alves, do BB Investimentos em São Paulo. "Mas isso é algo pontual, não dá para saber se isso vai continuar."

O volume financeiro negociado na Bovespa foi de 12,19 bilhões de reais, bem acima da média diária de 7,9 bilhões de reais registrada em 2013.

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Ações do grupo EBX, de Eike Batista, foram destaque tanto de alta quanto de baixa nesta quinta-feira. A empresa de logística LLX, a mineradora MMX e a petrolífera OGX voltaram a subir com força na sessão.

Já a companhia de carvão CCX, também do grupo de Eike e cuja ação não faz parte do Ibovespa, afundou 37,5 por cento, a 0,80 real, após o empresário ter desistido de oferta pública de recompra de ações (OPA).

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A recuperação da Bovespa destoou do comportamento dos principais mercados globais --os principais índices de Wall Street fecharam em baixa de mais de 2 por cento, enquanto as ações europeias tiveram sua pior queda diária em 19 meses.

Comentários feitos na quarta-feira pelo chairman do Fed, Ben Bernanke, continuavam a repercutir com força nos mercados, diante da indicação de que o BC norte-americano poderá começar a reduzir seu programa de compra mensal de 85 bilhões de dólares em títulos ainda neste ano.

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"O mundo inteiro está desequilibrado", disse Álvaro Bandeira, sócio da Órama Investimentos no Rio de Janeiro. "Os investidores ainda estão se adaptando, ajustando os fluxos a esse novo cenário e é natural vermos volatilidade."

Além das preocupações com a retirada dos estímulos pelo Fed, os negócios desta quinta-feira também eram pressionados por dados negativos da indústria da China, principal parceiro comercial do Brasil.

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