Bolsa sobe 3% com notícia sobre corte de gastos

Ibovespa fechou em alta pela segunda vez seguida em um dia de otimismo nos mercados; ameaça de repique do petróleo após a divulgação dos estoques da commodity nos Estados Unidos levou as bolsas internacionais a subirem mais de 1% à tarde; por aqui, a confirmação de corte de gastos pelo governo; notícia veiculada na imprensa diz que medida a ser anunciada em breve pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, vai cortar 30% de despesas não obrigatórias para equilibrar as contas; Petrobras fechou com alta de mais de 4%

Ibovespa fechou em alta pela segunda vez seguida em um dia de otimismo nos mercados; ameaça de repique do petróleo após a divulgação dos estoques da commodity nos Estados Unidos levou as bolsas internacionais a subirem mais de 1% à tarde; por aqui, a confirmação de corte de gastos pelo governo; notícia veiculada na imprensa diz que medida a ser anunciada em breve pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, vai cortar 30% de despesas não obrigatórias para equilibrar as contas; Petrobras fechou com alta de mais de 4%
Ibovespa fechou em alta pela segunda vez seguida em um dia de otimismo nos mercados; ameaça de repique do petróleo após a divulgação dos estoques da commodity nos Estados Unidos levou as bolsas internacionais a subirem mais de 1% à tarde; por aqui, a confirmação de corte de gastos pelo governo; notícia veiculada na imprensa diz que medida a ser anunciada em breve pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, vai cortar 30% de despesas não obrigatórias para equilibrar as contas; Petrobras fechou com alta de mais de 4% (Foto: Gisele Federicce)


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Por Ricardo Bomfim

SÃO PAULO - O Ibovespa fechou em alta pela segunda vez consecutiva nesta quartafeira (7) em um dia de grande otimismo nos mercados. A ameaça de repique do petróleo após a divulgação dos estoques da commodity nos Estados Unidos levou as bolsas internacionais a subirem mais de 1% à tarde. Também mexeu aqui a confirmação de que haverá cortes de gastos do governo pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR). O índice subiu 3,05%, a 49.462 pontos, enquanto o dólar retomou sua trajetória de alta e teve alta de 0,05%, a R$ 2,7035. O volume financeiro negociado foi de R$ 7,557 bilhões.

Em entrevista para a Agência Estado, o senador afirmou: "se ele (o governo) quer dar exemplo, tem de começar por cortar as próprias despesas administrativas", afirmou. "Não é um volume de recursos alto (no corte), mas é pedagógico e indica que o governo começa a fazer o dever de casa", completou.

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Lá fora, os estoques de petróleo nos EUA caíram 3,1 milhões ante uma expectativa de crescimento de 911 mil pelo mercado. A retração inesperada indica um aumento no consumo do combustível, o que ajuda a elevar os preços do barril.

Hoje também foi dia de divulgação da ata da última reunião do FOMC (Federal Open Market Comittee). No documento, ficou claro que a inflação baixa não impedirá a autoridade monetária de elevar os juros básicos na maior economia do mundo. O consenso que existe é que o Federal Reserve passará a aumentar as taxas no meio deste ano.

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Para o analista independente Flávio Conde, o movimento de hoje foi uma correção técnica pontual. "Tudo continua como está", mas em outro patamar de preço, disse.

Destaques

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No radar continua a expectativa pelo anúncio de medidas de contenção de gastos pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy e os rumores sobre a Petrobras (PETR3, R$ 8,45, +4,84%; PETR4, R$ 8,67, +4,08%) em relação a uma redução nos preços da gasolina para enfrentar os concorrentes. A companhia ainda ontem que concluiu com sucesso negociação com credores que demandavam demonstração contábil do terceiro trimestre de 2014 revisada por auditor externo até fim deste mês, que ainda não foi publicada em meio a denúncias de corrupção que podem resultar em baixas contábeis.

Entre os destaques nas ações hoje continuam os papéis da estatal que subiram mais de 3% em correção às fortes perdas dos últimos dias. Nos dois últimos pregões, os papéis da estatal já acumulam 11% de queda em vista da continuidade dos escândalos de corrupção na companhia investigados pela Operação Lava Jato da Polícia Federal e da recente derrocada dos preços do petróleo para os menores níveis em cinco anos e meio, abaixo dos US$ 50 por barril. Na sessão de ontem, rumores de que a petroleira poderia reduzir os preços da gasolina para combater a concorrência ajudaram a acelerar as perdas das suas ações.

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Outra blue chip, a Vale (VALE3, R$ 22,60, +3,67%; VALE5, R$ 19,99, +3,63%) manteve trajetória de alta iniciada ontem e puxada por uma recuperação nos preços do minério motivada principalmente por espera por melhoras na economia chinesa. O principal produto da mineradora sobe 1,7%, a US$ 71,64.

Assim como as ações da Vale, as siderúrgicas estenderam os fortes ganhos da véspera em meio à notícia de que as companhias do setor anunciaram um reajuste dos preços do aço entre 5% e 8%, dependendo do produto, à rede de distribuição, que incluem Gerdau (GGBR4, R$ 10,42, +7,53%), Usiminas (USIM5, R$ 5,00, +5,93%) e CSN (CSNA3, R$ 5,74, +10,81%).

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Na véspera, o Goldman Sachs disse que cada aumento de 1% nos preços devem adicionar R$ 167 milhões de Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) anualmente à empresa. Hoje, o BTG Pactual elevou a recomendação das ações da Gerdau para compra.

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