Bolsa fecha em queda de 2,7% após reeleição
Ibovespa registrou nesta segunda-feira 27 a sétima queda em nove pregões, um dia depois da vitória da presidente Dilma em segundo turno; índice caiu forte na abertura, chegou a derreter 6%, mas amenizou perdas e fechou em queda moderada; ainda assim, Bolsa teve o menor fechamento desde 15 de abril, quando fechou a 50.454 pontos; dólar subiu 2,7% e Petrobras desabou 12%
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Por Ricardo Bomfim
SÃO PAULO - Depois de cair 6,2%, quando bateu a mínima intraday desde 27 de março, a Bolsa amenizou perdas ao longo do primeiro pregão pós-reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).
A corrida para vender ativos, que foi iniciada após a abertura por investidores que estavam posicionados se fiando a uma vitória de Aécio Neves (PSDB), perdeu fôlego durante a tarde.
O Ibovespa teve a sétima queda em 9 pregões e caiu 2,77%, a 50.503 pontos, enquanto o dólar fechou com alta de 2,6%, cotado a R$ 2,52. A moeda norte-americana chegou a valer R$ 2,56, batendo seu maior valor desde 2008.
Segundo o analista da Guide Investimentos, Luís Gustavo Pereira, o que amenizou a queda foi a volta das atenções aos fundamentos, olhando menos para o cenário político. Para ele, papéis mais defensivos como os do setor de educação ou ligados ao dólar como as exportadoras cresceram forte e trouxeram "alívio" à Bolsa.
Papéis do setor financeiro também passaram a cair com menor intensidade visto que o setor continua forte e "não é um ano com sinal claro de deterioração da economia para os bancos", segundo Luis Gustavo. Ele lembrou que continua-se a ver uma melhora das carteiras de crédito em 2014. "Não há um movimento tão forte de aversão ao risco para pressionar os bancos", afirmou.
Dilma foi reeleita com 51,64% dos votos e Aécio Neves obteve 48,36%. A diferença entre os dois foi de 3.459.963 de votos, bastante apertado. No discurso ontem, a presidente falou em união e diálogo como compromisso. Ela ainda mencionou a reforma política e acrescentou que uma das suas primeiras medidas antes da posse será promover ações "com urgência" para retomar o crescimento econômico do País. Além disso, Dilma prometeu avanços em relação a responsabilidade fiscal e combate a inflação.
O mercado agora olhará para sinalizações de mudança ou continuidade na política macroeconômica da atual gestão para o futuro. Indicações de nomes para ministro da Fazenda e presidente de Banco Central devem causar oscilações na Bolsa durante as próximas semanas. Nomes de Luiz Carlos Trabuco e Henrique Meirelles já foram ventilados.
O mercado repercutiu de forma bastante limitada os dados do relatório Focus, que veio sem muitas mudanças. Selic segue em com projeção de 11% em 2014, mas cai para o final de 2015 de 11,88% para 11,50%. Enquanto expansão do PIB segue em 0,27% para 2014 e 1% para 2015.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247