Bolsa fecha em alta em terceiro dia consecutivo
O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira depois que o BCE (Banco Central Europeu) anunciou um programa de estímulos à economia da zona do euro; além disso, também repercutiu no mercado hoje, a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que fez o esperado e elevou a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 12,25%; o índice subiu 0,44%, a 49.442 pontos, a terceira alta seguida; o volume financeiro negociado ficou em R$ 8,071 bilhões
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (22) depois que o BCE (Banco Central Europeu) anunciou um programa de estímulos à economia da zona do euro. Além disso, também repercutiu no mercado hoje, a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que fez o esperado e elevou a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 12,25%. O índice subiu 0,44%, a 49.442 pontos, a terceira alta seguida. O volume financeiro negociado ficou em R$ 8,071 bilhões.
Apesar de fechar em alta, o índice amenizou bastante os ganhos com alta de 2,15% na máxima do dia após dados de estoque do petróleo nos EUA ficarem acima do esperado, em 10,1 milhões de barris, ante expectativa de 2,6 milhões. Com isso, o preço do barril do petróleo brent registra queda de 1,63%, a US$ 46,29.
O analista técnico da Guide Investimentos, Lauro Vilares, ressalta ainda que o Ibovespa testa o topo de 50 mil pontos, perdido pelo mercado em dezembro. Além disso, por melhor que seja a notícia dos estímulos na Europa, Vilares lembra que já era um fato esperado, tendo sido justamente o motor da alta no índice na última sessão. "Pode ser mais um caso da velha máxima de sobe no ato e cai no fato".
Enquanto isso, o dólar caiu em meio a mais um leilão de 10 mil contratos de Swap pela manhã combinada com as recentes notícias de estímulo na Europa e aumento dos juros aqui. A moeda norteamericana caiu 1,23%, ficando cotada a R$ 2,5730 na compra e a R$ 2,5745 na venda, o menor patamar desde 28 de novembro de 2014. Já os contratos de juros DI para janeiro de 2016 subiam 9 pontosbase, para 12,68%.
BCE e Levy
O presidente do BCE, Mário Draghi, anunciou às 11h40 um programa de estímulos de 60 bilhões de euros por mês que irá, pelo menos, até setembro de 2016. Draghi ainda disse que o programa continuará até que a inflação na zona do euro convirja para a meta de 2% ao ano. O BCE ainda manteve os juros básicos da Europa em 0,05% ao ano.
Outro driver para o pregão, ainda que bem mais fraco, foi a atuação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy em Davos, na Suíça. Em relatório, a Guide Investimentos lembra que Levy conseguiu aumentar a pressão de baixa sobre o dólar e os juros futuros durante almoço promovido pelo Itaú. Segundo ele, "vai ter ajuste mesmo", referindose aos ajustes no fiscal que tem colocado em curso.
Ações em destaque
As ações ordinárias da Petrobras (PETR3, R$ 9,81, +3,70%; PETR4, R$ 10,25, +4,38%) subiram novamente apesar de notícia do jornal O Globo, revelando que a estatal deverá registrar perdas de R$ 10 bilhões em seu balanço por causa da corrupção. Os papéis recuperaram os R$ 10.
Como maior alta do dia, porém, ficaram as ações da Oi (OIBR4, R$ 6,77, +19,82%), que dispararam enquanto ocorre a assembleia com acionistas da Portugal Telecom SGPS, que teve início às 13h.
Bovespa sobe com estímulos do BCE
Por Ricardo Bomfim
SÃO PAULO - Após acelerar alta com anúncio de programa de estímulos pelo BCE (Banco Central Europeu), o Ibovespa passou a amenizar ganhos após a abertura das bolsas nos Estados Unidos. O mercado ainda repercute a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a taxa Selic em 50 pontos-base, para 12,25% ao ano. Às 14h32 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,91%, a 49.672 pontos.
Para o analista técnico da Guide Investimento, Lauro Vilares, o Ibovespa testa o topo de 50 mil pontos, perdido pelo mercado em dezembro. Além disso, por melhor que seja a notícia dos estímulos na Europa, Vilares lembra que já era um fato esperado, tendo sido justamente o motor da alta no índice na última sessão. "Pode ser mais um caso da velha máxima de sobe no ato e cai no fato".
Enquanto isso, o dólar caía em meio a mais um leilão de 10 mil contratos de Swap pela manhã combinada com as recentes notícias de estímulo na Europa e aumento dos juros aqui. A moeda norte-americana caía 1,76%, ficando cotada a R$ 2,5588 na compra e a R$ 2,5605 na venda, o menor patamar desde 28 de novembro de 2014. Já os contratos de juros DI para janeiro de 2016 subiam 7 pontos-base, para 12,66%.
O presidente do BCE, Mário Draghi, anunciou às 11h40 um programa de estímulos de 60 bilhões de euros por mês que irá, pelo menos, até setembro de 2016. Draghi ainda disse que o programa continuará até que a inflação na zona do euro convirja para a meta de 2% ao ano. O BCE ainda manteve os juros básicos da Europa em 0,05% ao ano.
Outro driver para o pregão ainda deve ser a atuação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy em Davos, na Suíça. Em relatório, a Guide Investimentos, lembra que em seu almoço promovido pelo Itaú, Levy conseguiu aumentar a pressão de baixa sobre o dólar e os juros futuros. Segundo ele, "vai ter ajuste mesmo", referindo-se aos ajustes no fiscal que tem colocado em curso.
Ações em destaque As ações ordinárias da Petrobras (PETR3, R$ 9,77, +3,28%; PETR4, R$ 10,14, +3,26%) sobem novamente apesar de notícia do jornal O Globo, revelando que a estatal deverá registrar perdas de R$ 10 bilhões em seu balanço por causa da corrupção.
As ações do setor de educação desabam hoje, com destaque para Estácio (ESTC3, R$ 16,50, -14,95%) e Kroton (KROT3, R$ 12,24, -10,26%) estavam entre as maiores quedas do índice. O setor de educação mantém no foco dos investidores após anúncio do final do ano passado de mudanças no Fies (programa de financiamento estudantil). Ontem, no entanto, o ministro da Educação, Cid Gomes, afirmou que defenderá um sistema de corte mais rigoroso tanto de alunos quanto de faculdades e universidades dispostas a participar do Fies.
Dentre as declarações, Cid Gomes disse: "vou pensar para frente e em qualidade. Se estão [o setor] com medo, vão ficar com medo mais ainda". Além disso, há uma possibilidade de estabelecimento de uma nota mínima para um curso poder adotar o Fies, algo que também preocupa as educacionais.
iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popularAssine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247