Bolsa fecha em alta aguardando decisão de Marina

No fim da tarde, Ibovespa perdeu força, mas registrou 4ª alta seguida (0,56%) na expectativa do apoio de Marina Silva a Aécio Neves no segundo turno da disputa presidencial; após chegar a ganhos de quase 7% ao longo do dia, ações da Petrobras fecharam em alta de mais de 4%, puxando o índice; três pesquisas eleitorais serão divulgadas ainda esta semana

No fim da tarde, Ibovespa perdeu força, mas registrou 4ª alta seguida (0,56%) na expectativa do apoio de Marina Silva a Aécio Neves no segundo turno da disputa presidencial; após chegar a ganhos de quase 7% ao longo do dia, ações da Petrobras fecharam em alta de mais de 4%, puxando o índice; três pesquisas eleitorais serão divulgadas ainda esta semana
No fim da tarde, Ibovespa perdeu força, mas registrou 4ª alta seguida (0,56%) na expectativa do apoio de Marina Silva a Aécio Neves no segundo turno da disputa presidencial; após chegar a ganhos de quase 7% ao longo do dia, ações da Petrobras fecharam em alta de mais de 4%, puxando o índice; três pesquisas eleitorais serão divulgadas ainda esta semana (Foto: Gisele Federicce)


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Por Rodrigo Tolotti Umpieres

SÃO PAULO - A sessão desta terça-feira (7) foi de continuidade da euforia do mercado após o resultado do primeiro turno das eleições, com o Ibovespa subindo 0,56%, aos 57.436 pontos, chegando assim eu seu quarto pregão seguido de alta. Apesar da alta, o índice fechou longe de sua máxima, quando subiu 2,10%. Os investidores agora ficam na expectativa pelo anúncio de Marina Silva (PSB), que ocorre na quinta-feira (9), de um apoio a Aécio Neves (PSDB) para o segundo turno. As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) subiram mais de 4%, após chegarem a ganhos de quase 7% na máxima do dia.

Com mais um dia positivo, a Bolsa "ignorou" o FMI (Fundo Monetário Internacional), que durante a manhã cortou as projeções para o PIB do Brasil de alta de 1,3% em 2014 para 0,3%, na maior redução de estimativa entre todos os países emergentes. Segundo relatório divulgado nesta terça-feira, o PIB (Produto Interno Bruto) mundial deve crescer 3,3% este ano, em comparação à previsão anterior de 3,4%, divulgada em julho.

Porém, os investidores ainda seguem de olho somente no cenário eleitoral. Depois da votação expressiva que Aécio obteve no primeiro turno, - o que animou os investidores por se tratar de um candidato que defende a volta do tripé econômico com políticas mais austeras e que deve intervir menos em estatais em comparação à Dilma Rousseff -, a expectativa fica agora para o possível apoio de Marina Silva ao tucano. Nesta tarde, a pessebista confirmou que o anúncio deve ocorrer na quinta-feira, dia 9.

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Passado o primeiro turno, o mercado mais uma vez começa a se voltar para as pesquisas eleitorais. A expectativa é que nesta semana já sejam apresentados levantamentos do Ibope, Datafolha e Sensus. Vale ressaltar que ontem, rumores indicavam que dentro do comitê de campanha petista existe a expectativa que Aécio Neves apareça empatado ou mesmo na frente de Dilma nestas primeiras pesquisas.

Enquanto isso, nos EUA, os principais índices acionários fecharam com queda de mais de 1%, seguindo o desempenho do mercado europeu, onde as bolsas reagiram aos fracos dados econômicos da Alemanha. Além disso, investidores seguem cautelosos em relação a política monetária do Federal Reserve.

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Petrobras e bancos sobem

Entre os destaques corporativos, a Petrobras volta ao holofote. Pela primeira vez desde ter revelado o esquema de corrupção na estatal, o ex-diretor de Abastecimento da petrolífera Paulo Roberto Costa fala à Justiça Federal nesta semana. Mais um contrato, desta vez entre a Petrobras e uma empresa do genro de Paulo Roberto, foi revelado, informou O Globo.

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Segundo relatório da Receita Federal, a empresa teria fechado um contrato com o genro de Paulo Roberto no valor de R$ 2,5 milhões. Os repasses estão entre os maiores valores recebidos desde 2005 pela companhia do genro dele, que tem capital social de R$ 10 mil. Porém, a alta expressiva ocorre principalmente devido às expectativas eleitorais, assim como a alta de bancos e estatais.

Ainda na ponta de cima do índice, as ações da Cemig (CMIG4) subiram forte hoje, fechando como as maiores altas do índice, após a confirmação de que as mudanças previstas para a companhia após Fernando Pimentel (PT) vencer as eleições para o governo de Minas Gerais não deverão acontecer.

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A Oi (OIBR4) também chamou atenção na ponta de cima do índice, fechando com alta de 4,40% em meio à possível mudança de CEO da empresa e notícias de que venderá ativos da Portugal Telecom e focará nas operações no Brasil.

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