Boa notícia: China avança em ritmo forte

A economia da China cresceu entre julho e setembro no ritmo mais rápido deste ano, impulsionada pelo investimento; a taxa foi de 7,8% e pode trazer repercussões positivas para o Brasil

A labourer looks at steel coils next to a production line of Dongbei Special Steel Group Co., Ltd., in Dalian, Liaoning province September 27, 2013. Profits earned by Chinese industrial firms rose 24.2 percent in August from a year earlier to 483.2 billio
A labourer looks at steel coils next to a production line of Dongbei Special Steel Group Co., Ltd., in Dalian, Liaoning province September 27, 2013. Profits earned by Chinese industrial firms rose 24.2 percent in August from a year earlier to 483.2 billio (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Aileen Wang

PEQUIM, 18 Out (Reuters) - A economia da China cresceu entre julho e setembro no ritmo mais rápido deste ano, impulsionada pelo investimento, mas analistas se questionam se o ímpeto vai continuar nos próximos meses.

A segunda maior economia do mundo cresceu 7,8 por cento no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período de um ano antes, divulgou nesta sexta-feira a Agência Nacional de Estatísticas, em linha com o esperado.

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No acumulado do ano, o investimento representou mais da metade do crescimento, um sinal de que o governo enfrenta dificuldades para direcionar a economia para o consumo, que as autoridades esperam que forneça um crescimento mais sustentável nos próximos anos.

Depois de cair em oito dos últimos 10 trimestres, analistas disseram que o crescimento poderia registrar queda novamente no atual período de outubro a dezembro. As exportações devem registrar enfraquecimento e as autoridades também poderiam limitar a expansão do crédito depois que a inflação tocou no patamar mais alto em sete meses.

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"O pico do crescimento está atrás de nós no terceiro trimestre", disse o economista do Bank of America-Merrill Lynch Ting Lu. "Acreditamos que o Banco Popular da China (BC do país) vai mudar um pouco sua política monetária para uma postura mais neutra do que a expansionista moderada", acrescentou.

Após três décadas de expansão de dois dígitos impulsionada pelas exportações e investimento, o governo tenta reestruturar a economia para que a atividade seja orientada para o consumo interno.

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Isso significa que a economia se desacelerou em relação aos anos anteriores, ainda que a fraca demanda internacional tenha acrescentado um peso extra puxando para baixo o crescimento da China.

Nos primeiros nove meses do ano na comparação com o mesmo período de 2012, a segunda maior economia do mundo cresceu 7,7 por cento, mantendo-se no caminho para alcançar a meta do governo de um crescimento de 7,5 por cento no ano, o que supera de longe outras economias importantes, mas segue sendo o pior desempenho para a China em 23 anos.

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A fragilidade da última recuperação econômica chinesa não é surpresa. As exportações sofreram uma surpreendente queda em setembro, devido à retração na demanda de países emergentes diante da volatilidade dos mercados financeiros, tendência que o governo acredita que vá continuar.

"A economia enfrenta um ambiente doméstico e internacional incerto e complexo", afirmou o porta-voz da Agência de Estatística Sheng Laiyun

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"Além disso, acumulamos problemas de desequilíbrios estruturais crônicos na nossa economia e precisamos aprofundar as reformas para solucioná-los", acrescentou.

Outros dados divulgados nesta sexta-feira sugerem que a economia estava se desacelerando no fim do terceiro trimestre.

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A produção industrial cresceu 10,2 por cento em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado e em linha com as estimativas de crescimento de 10,1 em pesquisa da Reuters, mas mais baixo que o ritmo anual registrado em agosto, de 10,4 por cento.

As vendas no varejo saltaram 13,3 por cento, no mês passado, também na comparação anual, levemente abaixo dos 13,5 por cento esperados por analistas e dos 13,4 por cento em agosto.

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