BNDES diz rever contratos investigados pela PF

O BNDES divulgou nota, informando que os financiamentos contratados pelo BNDES com Angola, e que estão sob investigação na Operação Lava Jato, estão em fase final de revisão e que o banco estuda a definição de novos critérios e procedimentos para futuras operações; já o ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse desconhecer detalhes das investigações feitas pela Polícia Federal, mas ressaltou que as operações de apoio a exportações de bens e serviços de engenharia brasileiros para obras no exterior efetuadas pelo BNDES durante sua gestão “respeitaram todas as normas e procedimentos rigorosos do banco”

Data: 18/01/2012   
Editoria: Brasil
Reporter: Marcelo Mota
Local: Rio de Janeiro, RJ
Pauta: Coletiva BNDES
Setor: financiamento
Personagem: Luciano Coutinho, Presidente do BNDES, fotografado no BNDES, Centro, RJ.
Tags: coutinho, bndes, banco, fina
Data: 18/01/2012 Editoria: Brasil Reporter: Marcelo Mota Local: Rio de Janeiro, RJ Pauta: Coletiva BNDES Setor: financiamento Personagem: Luciano Coutinho, Presidente do BNDES, fotografado no BNDES, Centro, RJ. Tags: coutinho, bndes, banco, fina (Foto: Leonardo Attuch)


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Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou uma nota, na noite de ontem (26), informando que os financiamentos contratados pelo BNDES com Angola, e que estão sob investigação na Operação Lava Jato, estão em fase final de revisão e que o banco estuda a definição de novos critérios e procedimentos para futuras operações.  A instituição também disse que está colaborando com o Tribunal de Contas da União (TCU).

Segundo a nota, as operações feitas com Angola “derivam de diversos protocolos que os dois países têm celebrado desde a década de 1990”. Os protocolos envolvem o apoio às exportações para projetos em diversos setores, como  construção de rodovias, obras de saneamento, abastecimento de água, geração e distribuição de energia elétrica e habitação, além de exportação de equipamentos para corpo de bombeiros.

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A nota é uma resposta à citação do banco nas investigações divulgadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF). Segundo o MPF e a PF, o ex-ministro da Fazenda no governo Luiz Inácio Lula da Silva, Antonio Palocci, e a Odebrecht teriam negociado ampliação de linha de crédito junto ao BNDES para Angola, país com o qual a empresa mantinha relações comerciais.

Rio de Janeiro - O ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, durante posse da nova presidente, Maria Silvia Bastos Marques (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que contratos com Angola envolveram "extensa análise técnica"  Tomaz Silva/Agência Brasil

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O banco informou que os financiamentos contratados pelo BNDES para exportações de bens e serviços de engenharia e construção feitas pela Odebrecht para a África atingiram US$ 3,3 bilhões entre 2007 e 2016. O banco esclarece que o total das operações contratadas pela instituição para projetos de infraestrutura na África alcançou US$ 4,7 bilhões.  Os US$ 4,7 bilhões estão incluídos nos financiamentos a exportações de bens e serviços de engenharia e construção concedidos pelo banco no período de 2007 e 2016, que totalizam US$ 13,9 bilhões. Os desembolsos para os financiamentos de exportação somaram U$ 9,3 bilhões. Segundo a nota, todas as operações de financiamentos contratados pelo BNDES estão disponíveis no site do banco.

Procurado pela Agência Brasil, o ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse desconhecer detalhes das investigações feitas pela Polícia Federal, mas ressaltou que as operações de apoio a exportações de bens e serviços de engenharia brasileiros para obras no exterior efetuadas pelo BNDES durante sua gestão “respeitaram todas as normas e procedimentos rigorosos do banco”. Segundo Coutinho, o processo inclui “extensa análise técnica e de órgãos colegiados, internos e externos ao banco, e estruturação de sólidas garantias, o que vem permitindo ao BNDES sustentar baixíssimos índices de inadimplência”.

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