BNDES diz que contrato milionário para abrir caixa-preta é da gestão Temer

De acordo com o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, é "difícil" julgar a situação em que a então diretoria do banco tomou a decisão, dois anos atrás, ainda no governo Michel Temer. O banco pagou R$ 48 milhões a um escritório estrangeiro, para auditoria, após uma campanha sobre supostas irregularidades no banco tinha como objetivo atingir os governos do PT

(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)


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247 - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou nesta quarta-feira (22) que 90% da auditoria contratada para abrir a "caixa-preta" do banco em operações com o grupo J&F estavam concluídos quando assumiu a instituição, em julho do ano passado. De acordo com ele, é "difícil" julgar a situação em que a então diretoria do banco tomou a decisão, dois anos atrás, ainda no governo Michel Temer.

O banco pagou R$ 48 milhões a um escritório estrangeiro, o Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP, mas a auditoria não apontou irregularidade. Foram oito páginas - R$ 6 milhões cada. Capitaneada por Jair Bolsonaro, a campanha sobre supostas irregularidades no banco tinha como objetivo atingir os governos do PT - Lula e Dilma.

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"Não foi esta diretoria que contratou a auditoria. Chegamos em julho no banco e 90% do relatório estava pronto", afirmou Montezano, em Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial. "Auditorias são caras mesmo. Dentro desse tipo de escopo não (não chamou atenção), mas é uma grande quantia de dinheiro", disse.

Segundo Montezano, a analogia feita entre o banco e a Petrobrás é "perigosa e infeliz". "Lá, houve provas de crime, pessoas confessaram. O BNDES está na ponta oposta. Nada foi provado contra ninguém", comparou. 

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