BNDES aponta pibinho com temperatura de pibão
Segundo o presidente do banco, Luciano Coutinho, a expansão de 1% foi ruim, mas a sensação térmica foi melhor, em razão do emprego, da renda e da massa salarial
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247 - Em 2013, a economia brasileira crescerá 4%. É o que prevê Luciano Coutinho, do BNDES, apostando em recuperação no próximo ano. Ele diz ainda que o desempenho de apenas 1% em 2012 foi ruim, mas com uma sensação térmica melhor do que as aparências indicam, em função do emprego – a taxa de 4,9% é a menor em dez anos – e dos ganhos de renda.
Confira, abaixo, algumas de suas declarações à jornalista Maria Cristina Frias, da Folha:
Ingerência do governo
"Temos de fazer um esforço de comunicação, de explicação da estratégia brasileira, que, longe de ser intervencionista contra o mercado, busca unir o dinamismo do setor privado com as oportunidades de investimento que a economia brasileira carrega com suas carências."
Pibinho
"Foi um ano de ajustes, que felizmente já passaram. Com o crescimento do PIB aquém do que gostaríamos, mas com crescimento de renda, emprego e massa salarial em 2012, temos um crescimento superior a cerca de 5%. Significa que do ponto de vista da sociedade a temperatura é mais confortável do que o número do PIB."
2013
"Teremos em 2013 uma forte recuperação na cadeia de petróleo e gás, na agricultura com preços mais favoráveis e um investimento industrial mais firme porque o ciclo de ajustes históricos de 2012 já estará em boa medida concluído. Nossos registros apontam para uma recuperação muito forte de consultas e aprovações de projetos indicando que 2013 será um ano de recuperação de investimentos."
Mudança no setor elétrico
"Apenas uma parte da indústria criticou as medidas para redução de preço da energia. O objetivo foi privilegiar a competitividade da indústria. A desoneração em folha, a redução de juros e a melhoria relativa da taxa de câmbio, esse conjunto melhorou a competitividade de custos em 20%. A percepção disso, junto com o crescimento e a oferta de oportunidades, contribuirá para superar essa percepção [negativa do governo] que parcialmente se formou."
Taxa de câmbio
"Não se pode fazer o câmbio andar exageradamente sem desequilibrar porque tirou de R$ 1,60, R$1,70 para mais de R$ 2. É preciso uma acomodação agora e o governo deixou isso claro. O governo fez um esforço para reduzir custos sistêmicos (energia, folha de salários, custo de capital e melhora do câmbio). Há uma limitação, pode aperfeiçoar a tributação, mas a margem de manobra é limitada agora. A competitividade brasileira repousa daqui para a frente em um tremendo desafio de aumento de produtividade, de mais automação, de qualidade de gestão e de qualificação do trabalho."
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