Bitcoin bate recorde de preço em reais após PayPal anunciar adoção

Os mais de 26 milhões de comerciantes que fazem parte da rede do PayPal poderão ser pagos com a moeda a partir de 2021

(Foto: © Sputnik / Vladimir Astapkovich)


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Ricardo Bomfim, do Infomoney - O Bitcoin superou nesta quarta-feira (21) sua máxima histórica em reais, chegando a R$ 71.265. A disparada veio depois que a empresa de meios de pagamento PayPal permitiu que clientes comprem, vendam e armazenem bitcoins e outras criptomoedas em suas carteiras digitais.

Assim, os mais de 26 milhões de comerciantes que fazem parte da rede do PayPal poderão ser pagos com a moeda a partir de 2021, conforme noticiou a Reuters.

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Segundo Safiri Félix, diretor da ABCripto, a medida vai facilitar a aquisição dessas moedas, aumentando a base de usuários. “É uma resposta à Square, que anunciou ter parte do seu capital alocado em Bitcoin”, destaca.

Na mesma linha, Beibei Liu, CEO da NovaDAX, aponta que o principal vetor dessa valorização recente do Bitcoin é o aumento do investimento internacional.

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“Square, MicroStrategy, Grayscale e Bit Digital anunciaram seus investimentos em Bitcoin e afirmaram que tratarão a criptomoeda como parte do seu portfolio de ativos de longo prazo. A Square inclusive permitiu a compra e venda de bitcoins no seu Cash App”, ressalta.

Já Ricardo Da Ros, country manager da Ripio, avalia que há dois fatores importantes para essa marca histórica atingida hoje.

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Um deles é a depreciação do real, pois o dólar custava R$ 3,30 da primeira vez em que o Bitcoin chegou a R$ 70 mil. Naquela ocasião, cada bitcoin valia US$ 20 mil contra US$ 12.700 atualmente. Vale lembrar que o criptoativo é precificado na moeda americana, o que significa que mais reais são necessários para comprar cada BTC quando o real se desvaloriza.

O segundo fator é que a tendência para o Bitcoin tem sido de alta desde o início dos seus 11 anos de existência. “Há muitos sinais de que o topo em dólar será alcançado em breve. A assimetria que o Bitcoin oferece é muito interessante”, explica Da Ros.

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Este ano, a demanda por bitcoins tem sido três vezes maior que a oferta apesar da forte desvalorização enfrentada pelo ativo durante o crash do coronavírus. A informação é de Jan Uytenhout, cofundador da Capriole.

“Mesmo com o Bitcoin sendo minerado todos os dias, a oferta está diminuindo rapidamente. No último ano, 670 mil BTC foram minerados. No entanto, no mesmo período, 1,85 milhões de BTC foram comprados.”

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Safiri comenta que as características do BTC, como ser um ativo inconfiscável e imune a interferências de bancos centrais e governos, acabam atraindo compras. “Eu continuo convicto na função do Bitcoin como hedge [proteção] contra à impressão de moeda desenfreada dos BCs.”

Às 16h49 (horário de Brasília), o Bitcoin tinha alta de 7,22% a R$ 71.265. No mesmo horário, em dólar, a criptomoeda registrava ganhos de 6,07% no acumulado de 24 horas, para US$ 12.685, seu maior valor desde junho de 2019.

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