Bilionários russos pedem fim de guerra na Ucrânia

Oligarcas como o magnata do alumínio Oleg Deripaska estão enfrentando o caos econômico depois que o ocidente impôs severas sanções ao país

(Foto: Sergei Karpukhin / Reuters)


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Reuters - Dois bilionários russos, Mikhail Fridman e Oleg Deripaska, pediram o fim do conflito desencadeado pelo ataque do presidente Vladimir Putin à Ucrânia, com Fridman chamando a guerra de tragédia para o povo de ambos os países.

Fridman, que nasceu no oeste da Ucrânia, disse em uma carta a seus funcionários que o conflito está criando uma barreira entre os dois povos eslavos orientais da Rússia e da Ucrânia, que são irmãos há séculos.

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"Nasci no oeste da Ucrânia e vivi lá até os 17 anos. Meus pais são cidadãos ucranianos e moram em Lviv, minha cidade favorita", escreveu Fridman na carta, cujos trechos foram vistos pela Reuters.

"Mas também passei grande parte da minha vida como cidadão da Rússia, construindo e desenvolvendo negócios. Estou profundamente ligado aos povos ucraniano e russo e vejo o conflito atual como uma tragédia para ambos."

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O bilionário russo Oleg Deripaska usou o Telegram para pedir que as negociações de paz comecem "o mais rápido possível".

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"A paz é muito importante", disse Deripaska, que é o fundador da gigante russa de alumínio Rusal, na qual ele ainda detém participação por meio de ações na controladora En+ Group. Em 21 de fevereiro, Deripaska disse que não haveria guerra.

Washington impôs sanções a Deripaska e outros russos influentes por causa de seus laços com Putin após suposta interferência russa nas eleições de 2016 nos EUA, o que Moscou nega.

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Caos econômico

Os chamados oligarcas da Rússia, que já exerceram influência significativa sobre o presidente Boris Yeltsin na década de 1990, estão enfrentando o caos econômico depois que o Ocidente impôs severas sanções à Rússia pela invasão da Ucrânia.

Putin, depois de consultar seu conselho de segurança, disse que ordenou a operação militar especial para proteger as pessoas, incluindo cidadãos russos, do "genocídio" - uma acusação que o ocidente chama de propaganda infundada.

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O gabinete do presidente ucraniano disse que as negociações entre Kiev e Moscou serão realizadas na fronteira bielorrussa-ucraniana.

"Esta crise custará vidas e prejudicará duas nações que são irmãs há centenas de anos", disse Fridman. "Embora uma solução pareça assustadoramente distante, só posso me juntar a quem deseja fervorosamente que o derramamento de sangue termine. Tenho certeza de que meus parceiros compartilham minha opinião."

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Um dos sócios de longa data de Fridman, Pyotr Aven, participou de uma reunião no Kremlin com Putin e 36 outros grandes empresários russos na semana passada, disse o Kremlin.

Outro bilionário russo disse à Reuters sob condição de anonimato que a guerra seria uma catástrofe. "Vai ser catastrófico em todos os sentidos: para a economia, para as relações com o resto do mundo, para a situação política", disse ele.

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Os bilionários que se reuniram com Putin no Kremlin na quinta-feira ficaram em silêncio, disse ele. "Os empresários entendem muito bem as consequências. Mas quem está pedindo a opinião das empresas sobre isso?"

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