Bendine anuncia ‘nova fase’ no modelo da Petrobras
Em entrevista nesta quinta-feira, o presidente da estatal, Aldemir Bendine, anunciou um enxugamento administrativo que deve gerar economias de R$ 1,8 bilhão por ano; reestruturação envolve fusão de áreas, centralização de atividades, novos critérios para a indicação de gerentes executivos e responsabilização formal de gestores por resultados e decisões; haverá demissão de pelo menos 30% dos cargos gerenciais em áreas não operacionais; "A partir deste momento começa uma nova fase no modelo administrativo e de governança da companhia", afirmou Bendine; ações da Petrobras chegaram a disparar 12% na Bovespa após a coletiva, também influenciadas pelo possível corte de produção de petróleo da Opep, mas amenizaram ganhos
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Por Lara Rizério - A Petrobras (PETR3;PETR4) realiza nesta manhã entrevista coletiva. A companhia comenta a revisão em seu modelo de gestão e governança, o que acarretará na demissão, segundo a própria empresa, de pelo menos 30% dos cargos gerenciais em áreas não operacionais.
De acordo com a companhia, a reestruturação envolve a fusão de áreas, centralização de atividades, novos critérios para a indicação de gerentes executivos e responsabilização formal de gestores por resultados e decisões.
O presidente da estatal, Aldemir Bendine, afirmou na coletiva que o programa foi bem estruturado e que será aprofundado ao longo do tempo. A companhia espera alcançar uma economia projetada de R$ 1,8 bilhão por ano, afirmou a companhia o que, segundo o CEO, "valerá a partir de agora".
"A partir deste momento começa uma nova fase no modelo administrativo e de governança da companhia", afirmou. Porém, Bendine ressaltou que o efeito dessas mudanças para a Petrobras deve ser pequeno no primeiro trimestre deste ano.
Sobre o Plano de Negócios, Bendine afirmou que espera apresentá-lo em breve, assim como o Orçamento da companhia e que ele foi postergado dada a intensa volatilidade dos preços do petróleo.
Sobre os nomes realocados, Bendine afirmou que a "empresa não vai parar" e que a redução se dá nos dois segmentos de gerência da companhia. A gerência é reduzida de 54 para 41, subdivididas em executivas e gerais.
Bendine afirmou que algumas mudanças nas estruturas da companhia já foram realizadas em 2015 e que a diretoria já trabalha de forma colegiada e integrada e que é um processo de adaptação até que as mudanças no Estatuto entrem em vigor.
As mudanças que resultem em alterações no Estatuto Social da Petrobras serão submetidas à aprovação da Assembleia Geral de Acionistas a ser convocada oportunamente.
O plano
A companhia destacou que grupos de trabalho foram formados. A área de gás de abastecimento foram unificadas, unificando as áreas downstream. Sinergias entre áreas vão ser aproveitadas com fusões, levando a redução de custos. O número de funções gerenciais ligadas diretamente ao CA, presidente e diretores cai de 54 para 41.
A diretoria de recursos humanos, SMS e Serviços será responsável por conduzir processos de contratação, levando a ganhos de escala nas contratações comuns e melhor gerenciamento de estoques.
Cada diretoria passará a contar com um comitê técnico, composto por seus gerentes executivos e, por ser um órgão estatutário, estará sujeito à fiscalização da CVM. Os membros dos dois comitês terão responsabilidade pelas recomendações que emitirem.
Além disso, a estatal destacou na conferência as novas regras de nomeação de executivos. As designações e dispensas de gerentes executivos terão que ser referendadas peloConselho de Administração e cabem à diretoria às indicações.
Os grupos de trabalho apresentam novo desenho de todas as gerências, que vai à avaliação do Conselho, além da revisão dos documentos de governança início da implementação em si com a nomeação dos executivos e alocação das equipes na nova estrutura organizacional das economias. "Este é mais um passo importante da companhia para implementar as estratégias do Plano de Negócios".
Ibovespa sobe 0,7% refletindo estímulo de R$ 83 bilhões do governo; DIs afundam
Mercado volta a subir em dia de forte volatilidade ganhando força no final com anúncio de estímulo do governo
Por Ricardo Bomfim - O Ibovespa teve um pregão de muita volatilidade nesta quinta-feira (28). A Bolsa oscilou de 1,88% de alta na máxima a 0,99% de queda na mínima do dia, fechando no meio termo, em uma leve alta de 0,66% a 38.630 pontos. O volume financeiro negociado na Bovespa foi de R$ 5,330 bilhões.
Pela manhã, o índice operou estável, mas foi tirado da inércia quando uma notícia de que Rússia e Arábia Saudita reduziriam em 5% suas produções de petróleo, fez o barril do Brent disparar 7% e impulsionar as ações da Petrobras (PETR3; PETR4). Uma fala da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de que não haveria conversas sobre cortes na produção, contudo, jogou um banho de água fria no mercado. Quando parecia que a Bolsa não sairia do zero a zero, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, anunciou um pacote de medidas de crédito de R$ 83 bilhões, o que voltou a impulsionar as ações.
Enquanto a Bolsa subia, o dólar comercial fechou em queda de 0,14% a R$ 4,0775 na compra e a R$ 4,0800 na venda. Já o dólar futuro para fevereiro recuou 0,81% a R$ 4,077. Lá fora, as bolsas norte-americanas viraram para alta ao longo da sessão depois de passar boa parte do dia em queda.
No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 caiu 24 pontos-base, para 14,46%, enquanto o contrato para janeiro de 2021 recuou 27 pbs, a 16,13%, refletindo a ata do Copom (Comitê de Política Monetária). Para economistas, o documento teve tom mais "dovish" moderado, e deixou no horizonte de ação do Banco Central até mesmo reduções da taxa de juros a partir do fim do ano.
Conselhão
Durante reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) nesta quinta no Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda anunciou R$ 83 bilhões em estímulo ao crédito. Embora ainda não oficial, a informação já foi divulgada no Terminal Bloomberg e Folha de S. Paulo. Será autorizado o uso da multa e de parte do saldo do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) como garantia de crédito consignado para trabalhadores do setor privado demitidos sem justa causa. O governo espera gerar R$ 17 bilhões de crédito com essa modalidade.
Para o crédito rural, serão destinados R$ 10 bilhões. Já para crédito habitacional, com recursos do FGTS, serão mais R$ 10 bilhões. Para infraestrutura, por meio de recursos do FI-FGTS, serão mais R$ 22 bilhões. Para capital de giro de pequenas empresas serão destinados R$ 5 bilhões, por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico). Para investimentos em máquinas e equipamentos, o governo trabalha com linha de crédito do BNDES de R$ 15 bilhões. E, por fim, para empresas exportadoras, serão liberados mais R$ 4 bilhões de crédito.
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