Belluzzo: Guedes fica no governo, mas vai romper o teto de gastos

O economista Luiz Gonzaga Belluzzo avaliou que o auxílio emergencial, visto por Bolsonaro como palanque eleitoral para 2022, fará com que o governo rompa o teto de gastos. “Eles estão fazendo uma coisa de tira daqui e põe ali só que no funcionamento completo da economia você precisa criar o dinheiro, não é tirar de uma caixa e colocar na outra”. Assista

Luiz Gonzaga Belluzzo e Paulo Guedes
Luiz Gonzaga Belluzzo e Paulo Guedes (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | ABr)


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247 - O economista Luiz Gonzaga Belluzzo disse à TV 247 que acredita na permanência do ministro da Economia, Paulo Guedes, no governo Jair Bolsonaro. Recentemente, rumores davam conta da queda do ministro, principalmente após a “debandada” de parte de sua equipe.

Para Belluzzo, Guedes tem disposição para permanecer na pasta mesmo que algumas de suas ideias sejam deixadas de lado. “Eu acho que ele está em uma situação difícil, mas eu vejo o contrário: eu acho que ele tem mais disposição para ficar no governo, mesmo abdicando de algumas ideias que ele imagina ter. Eu acho que ele vai se esforçar muito para prosseguir no governo. Eu vejo nele uma atração pelo poder muito grande. Eu não gostaria de dizer isso, acho isso desagradável, mas ele não é um economista teoricamente muito consistente. Eu não conheço um artigo escrito pelo Paulo Guedes, nem outros economistas conhecem, então acho que ele está ali mais porque sempre foi um homem do mercado, do dinheiro e do poder. 

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Na avaliação do economista, o governo irá romper ainda o teto de gastos, principalmente pelo desejo de manter o auxílio emergencial, visto por Bolsonaro como um trampolim para a eleição de 2022. “Vai romper. Essa demora para o auxílio emergencial denota na verdade uma tentativa de ajustamento entre o Paulo Guedes e o Bolsonaro porque eu acho que o Bolsonaro não vai abrir mão de dar continuidade ao auxílio emergencial, então aí vai ser difícil segurar o teto. Eles estão fazendo uma coisa de tira daqui e põe ali, como se fosse uma sala cheia de caixas em que você tira o dinheiro de um lugar e põe em outro, só que no funcionamento completo da economia você precisa criar o dinheiro para dar curso aos programas que você tem, não é tirar de uma caixa e colocar na outra”.

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