Belluzzo defende sistema fiscal justo no preço dos combustíveis
O professor e economista Luiz Gonzaga Beluzzo concedeu entrevista à TV 247 analisando o fiasco da atual política econômica brasileira. Ao criticar o plano adotado pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, ele afirma que não se pode lidar um produto universal, como o combustível, como um produto final; "E é assim que Parente vem agindo, tratando o combustível como um pão francês", condena; Assista a íntegra da entrevista
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TV 247 - O professor e economista Luiz Gonzaga Beluzzo concedeu entrevista à TV 247 nesta semana analisando o fiasco da política econômica brasileira e os desdobramentos da greve dos caminhoneiros que paralisou setores estratégicos do país. Ao criticar a política adotada pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, ele afirma que não se pode tratar um produto universal, como o combustível, como um produto final. "E é assim que Parente vem agindo, tratando o combustível como um pão francês", condena.
O economista está lançando o livro "Manda quem Pode, Obedece quem tem Prejuízo", esclarecendo como o mercado financeiro funciona e qual a relação das ditas ciências econômicas com a política.
Petrobras e Pedro Parente
Belluzzo explica o impacto da política adotada por Pedro Parente na vida do trabalhador brasileiro. "O preço dos combustíveis foram atrelados ao dólar e isso reflete diretamente na economia brasileira. Imaginem um caminhoneiro que tenha um contrato de frete num determinado valor em reais e, de repente, o preço da gasolina aumenta. A sua remuneração acaba sendo prejudicada", exemplifica.
Questionado sobre as soluções para enfrentar a crise, Belluzzo afirma que o Brasil precisa adotar uma agenda de responsabilidade econômica. "Não deveria ser permitido fazer essa flutuação de preços de um insumo universal, como no caso do combustível, em todos os países que há algum juízo, há alguma regulamentação neste sentido. Precisamos de um sistema fiscal justo para regular os insumos universais", defende.
Ele explica que um insumo universal como combustível não pode ser tratado como produto final. "Como podemos observar, a greve dos caminhoneiros paralisou diversos setores estratégicos, não podemos tratá-lo como um mero pãozinho ou picolé, como Pedro Parente faz na Petrobras", conclui.
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