BC sinaliza que alta dos juros está próxima do fim

Num discurso mais suave do que na última ata, quando o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, elevou a Selic em 0,25 ponto percentual, documento divulgado hoje diz que comitê irá monitorar a evolução do cenário macroeconômico, até a próxima reunião, para então definir a estratégia da taxa básica de juros

BRASÍLIA, DF, 01.07.2011: BANCO CENTRAL DO BRASIL - Vista do Banco Central do Brasil (BC ou BACEN), em Brasília. (Foto: Bia Fanelli/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 01.07.2011: BANCO CENTRAL DO BRASIL - Vista do Banco Central do Brasil (BC ou BACEN), em Brasília. (Foto: Bia Fanelli/Folhapress) (Foto: Gisele Federicce)


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Kelly Oliveira - Repórter da Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) irá monitorar a evolução do cenário macroeconômico, até a próxima reunião, para então definir a estratégia da taxa básica de juros, a Selic. Essa indicação consta na ata da última reunião do Copom, na semana passada, quando a Selic foi elevada em 0,25 ponto percentual para 11% ao ano.

Na ata, o comitê ressalta que taxas de inflação elevadas geram distorções e deprimem os investimentos. "Essas distorções se manifestam, por exemplo, no encurtamento dos horizontes de planejamento das famílias, empresas e governos, bem como na deterioração da confiança de empresários", diz a ata. Além disso, acrescenta o comitê, a inflação alta subtrai o poder de compra da população, com repercussões negativas sobre a confiança e o consumo das famílias. "Taxas de inflação elevadas reduzem o potencial de crescimento da economia, bem como de geração de empregos e de renda", destacou.

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O Copom argumenta que o importante é consolidar o ambiente macroeconômico favorável em horizontes mais longos. "Nesse sentido, [o Copom] reitera que, no regime de metas para a inflação, orienta suas decisões de acordo com os valores projetados para a inflação pelo Banco Central e com base na análise de cenários alternativos para a evolução das principais variáveis que determinam a dinâmica dos preços", diz.

"Embora reconheça que outras ações de política macroeconômica podem influenciar a trajetória dos preços, o Copom reafirma sua visão de que cabe especificamente à política monetária manter-se especialmente vigilante para garantir que pressões detectadas em horizontes mais curtos não se propaguem para horizontes mais longos", acrescentou o Copom.

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O Copom eleva a Selic quando considera que a inflação está em alta. Essa taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta.

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