BC reduz projeção para o PIB e aumenta para inflação

Instituição presidida por Alexandre Tombini diminuiu a projeção para crescimento de 3,5% para 2,5%; estimativa para inflação foi elevada em 0,3%, para 4,7%

BC reduz projeção para o PIB e aumenta para inflação
BC reduz projeção para o PIB e aumenta para inflação (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)


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Agência Brasil – O Banco Central elevou a projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, em 0,3 ponto percentual, para 4,7%. A informação consta do Relatório de Inflação, divulgado hoje (28) pelo BC.

Essa estimativa é do cenário de referência, que leva em consideração a taxa de câmbio em R$ 2 e meta para a taxa básica de juros, a Selic, em 8,5% ao ano. Nesse cenário, a projeção de inflação acumulada em 12 meses parte de 5% no segundo trimestre de 2012, reduz-se para 4,6% no terceiro e sobe para 4,7% no quarto trimestre.

Para 2013, a estimativa do IPCA passou de 5,2% para 5%. Nos dois primeiros trimestres de 2014, a inflação em 12 meses permanece em 5,1%.

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Outro cenário do relatório é o de mercado, que leva em consideração as perspectivas de instituições financeiras para o dólar e a Selic. A projeção para 2012 nesse cenário é igual à de referência (4,7%), 0,2 ponto percentual maior do que a estimativa do Relatório de Inflação divulgado em março.

No próximo ano, o cenário de mercado indica inflação em 4,9%, ante 5,3% previstos anteriormente. Para o final dos dois primeiros trimestres de 2014, a projeção de inflação em 12 meses ficou em 5,1%. As estimativas para a inflação estão acima do centro da meta de inflação de 4,5%, mas abaixo do limite superior de 6,5%.

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Projeção para crescimento

O BC também reduziu a estimativa para o crescimento da economia este ano. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 3,5% para 2,5%. A informação consta do Relatório de Inflação, divulgado hoje (28) pelo BC.

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De acordo com o relatório, "a nova estimativa incorpora os resultados do primeiro trimestre de 2012, dados preliminares referentes ao segundo trimestre, período em que a retomada da atividade vem ocorrendo de forma bastante gradual, e a atualização do cenário macroeconômico para a segunda metade do ano".

Segundo o BC, o ritmo de crescimento, no primeiro trimestre deste ano foi "modesto", mesmo com o "desempenho favorável do mercado de trabalho" e o consumo das famílias. A instituição destacou também "a contribuição negativa do setor agropecuário para o crescimento econômico nesse começo de 2012, influenciada por significativas quebras de safra nas culturas de soja, arroz e fumo".

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Para o Banco Central, a retomada da atividade econômica, que deve ser acentuada no segundo semestre, será favorecida pelos efeitos defasados e cumulativos das reduções da taxa básica de juros, a Selic, e pelo impacto das medidas recentes anunciadas pelo governo de estímulo à atividade industrial e ao consumo.

A estimativa divulgada hoje pelo BC é inferior à do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que ontem (27) disse esperar crescimento do PIB superior a 2,5% neste ano. Nessa quarta-feira, o ministro anunciou mais medidas de estímulo à economia. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos tem medidas para agilizar as compras governamentais, dando preferência à aquisição de produtos da indústria nacional, e estimular, com isso, a economia interna. O governo também anunciou que a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 6% para 5,5%.

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