BC: Rebaixamento não altera ajuste macroeconômico

O Ministério da Fazenda e o Banco Central reagiram rapidamente ao rebaixamento da nota do Brasil pela Fitch, destacando a sólida posição externa do país; o Banco Central destacou que o Brasil possui robustos colchões de liquidez para aliviar ajustes nos preços de ativos e mitigar volatilidade excessiva no mercado; "Esses colchões garantem uma sólida posição de liquidez internacional, visto que as reservas internacionais do país são cerca de dez vezes maiores que o estoque da divida soberana externa", disse o BC, presidido por Alexandre Tombini, em comunicado

Alexandre Tombini, Governor, Central Bank of Brazil, speaks during the seminar IMF Latin America in the Spotlight: New Challenges for Central Banking in Latin America during the 2015 IMF/World Bank Annual Meetings in Lima, Peru. Ryan Rayburn/IMF Photo
Alexandre Tombini, Governor, Central Bank of Brazil, speaks during the seminar IMF Latin America in the Spotlight: New Challenges for Central Banking in Latin America during the 2015 IMF/World Bank Annual Meetings in Lima, Peru. Ryan Rayburn/IMF Photo (Foto: Gisele Federicce)


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SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério da Fazenda e o Banco Central reagiram rapidamente ao rebaixamento da nota do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch, destacando a sólida posição externa do país.

O Banco Central destacou que a decisão da Fitch de tirar o selo de bom pagador do Brasil não muda nem altera o sentido ou a intensidade do ajuste macroeconômico, e que o Brasil possui robustos colchões de liquidez para aliviar ajustes nos preços de ativos e mitigar volatilidade excessiva no mercado.

"Esses colchões garantem uma sólida posição de liquidez internacional, visto que as reservas internacionais do país são cerca de dez vezes maiores que o estoque da divida soberana externa", disse o BC em comunicado.

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Segundo a autoridade monetária, a redução no déficit em conta corrente em 2015 e a indicação da intensificação dessa tendência em 2016 indicam solidez da situação externa do Brasil.

Ao cortar o rating brasileiro de "BBB-" para "BB+", a Fitch citou a recessão mais profunda do que o antecipado e a dificuldade que o quadro fiscal e o aumento das incertezas políticas trazem à capacidade do governo de estabilizar a dívida.

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Já o Ministério da Fazenda afirmou que o setor público corre um risco externo muito baixo uma vez que a dívida pública externa em mercado é de 28 bilhões de dólares, nível considerado baixo diante das exportações e do investimento estrangeiro direto. O ministério disse ainda que o governo está engajado em atacar os desequilíbrios fiscais e que tem confiança na capacidade da economia brasileira de retomar um ciclo de crescimento.

"Apesar dos indicadores de curto prazo e da incerteza atual, a economia brasileira tem fundamentos positivos e sólidos", disse o ministério, destacando o baixo endividamento das famílias, base industrial robusta, comércio exterior, sistema bancário robusto, sistema financeiro líquido e diversificado e potencial de crescimento do setor de infraestrutura e de óleo e gás.

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"Confiante nos fundamentos da economia, o governo brasileiro e o Ministério da Fazenda estão engajados em atacar os desequilíbrios fiscais existentes, buscando um orçamento 2016 robusto que proporcione sustentabilidade à dívida pública, confiança ao mercado e tranquilidade às famílias", completou o ministério.

(Por Camila Moreira)

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