BC não é tolerante com inflação, diz Tombini

De acordo com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, "nada do que foi dito pela presidente implica qualquer tolerância com a inflação"; na semana passada, Dilma disse ser contrária a medidas de combate à inflação que comprometam o ritmo de crescimento econômico do país

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Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Banco Central (BC) está acompanhando as condições da economia para avaliar as ações necessárias ao combate à inflação, disse o presidente da autarquia, Alexandre Tombini, em audiência pública no Senado.

Por causa da alta da inflação, o mercado financeiro espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumente a taxa básica de juros, a Selic, que deve encerrar 2013 em 8,5% ao ano. Atualmente, a Selic está em 7,25% ao ano.

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Tombini disse que a inflação tem se mantido elevada por influência principalmente do segmento de alimentos e bebidas e pelo setor de serviços. De acordo com Tombini, ao se excluir do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alimentos e bebidas, a inflação em 12 meses encerrados em fevereiro fica em torno de 5%.

O presidente do BC destacou que os preços agrícolas no atacado estão menores e que esse recuo ainda será repassado aos consumidores.

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Tombini comentou ainda declarações da presidenta Dilma Rousseff sobre a inflação. Segundo ele, em nenhum momento, as declarações da presidenta sugeriram tolerância do governo com a inflação. "Nada do que foi dito pela presidenta implica qualquer tolerância com a inflação", disse.

Ele acrescentou que "se e quando" achar necessário, o BC irá usar o instrumento de política monetária para fazer a "convergência da inflação se materializar".

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Na semana passada, a presidenta Dilma disse ser contrária a medidas de combate à inflação que comprometam o ritmo de crescimento econômico do país. "Não concordo com políticas de combate à inflação que olhem a questão da redução do crescimento econômico, até porque nós temos uma contraprova dada pela realidade", disse.

"Esse receituário que quer matar o doente em vez de curar a doença, ele é complicado, você entende? Eu vou acabar com o crescimento do país? Isso daí está datado. Isso eu acho que é uma política superada", acrescentou.

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Depois das declarações, foi publicada uma nota Blog do Planalto para dizer que os comentários foram mal interpretados pelo mercado financeiro. "Foi uma manipulação inadmissível de minha fala. O combate à inflação é um valor em si mesmo e permanente do meu governo", disse a presidenta, de acordo com o informe.

Segundo o Planalto, "agentes do mercado financeiro estavam interpretando erroneamente seus comentários como expressão de leniência em relação à inflação". Além de divulgar a nota, Dilma Rousseff determinou que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, prestasse esclarecimentos sobre o assunto.

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Edição: Juliana Andrade

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