BB tem lucro recorde no segundo trimestre

Ganho foi de R$ 7,4 bilhões, impulsionado pela venda de ações na área de previdência e seguros; sob o comando de Aldemir Bendine ganho foi duas e vezes maior do que o do ano passado; instituição também eleva previsão de empréstimos para o ano

BB tem lucro recorde no segundo trimestre
BB tem lucro recorde no segundo trimestre (Foto: Salibian)


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SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil teve lucro líquido de 7,47 bilhões de reais no segundo trimestre, cerca de duas vezes meia acima do resultado positivo obtido um ano antes, impulsionado pela venda de ações de sua área de previdência, seguros e capitalização, BB Seguridade.

O lucro líquido ajustado do maior banco da América Latina foi de 2,63 bilhões de reais, queda de 11,8 por cento sobre o ganho do segundo trimestre de 2012, mas em linha com as previsões dos analistas consultados pela Reuters.

Banco do Brasil eleva previsão de empréstimos para o ano

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O Banco do Brasil teve lucro líquido de 7,47 bilhões de reais no segundo trimestre, cerca de duas vezes meia acima do resultado positivo obtido um ano antes, impulsionado pela venda bilionária de ações de sua área de previdência, seguros e capitalização, BB Seguridade.

O banco ainda anunciou dividendos de 2,177 bilhões de reais, ou cerca de 0,7769 real por ação, relativos ao segundo trimestre, que serão pagos em 30 de agosto.

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Excluindo efeitos não recorrentes que incluíram o IPO da BB Seguridade, o lucro líquido ajustado do maior banco da América Latina foi de 2,63 bilhões de reais, queda de 11,8 por cento sobre o ganho do segundo trimestre de 2012, mas em linha com as previsões dos analistas consultados pela Reuters.

A venda das ações da divisão contribuiu com quase 10 bilhões de reais para o resultado do banco no período.

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Apesar de números fortes no crédito e baixa inadimplência, o banco teve menor margem financeira líquida no período. O indicador caiu 5,8 por cento ante o ano anterior, para 7,47 bilhões de reais. Outro dado negativo foi o resultado de tesouraria, que caiu 16,2 por cento ante o mesmo trimestre do ano passado, para 2,45 bilhões de reais.

As despesas com provisões para calotes cresceram 14,8 por cento na comparação com o mesmo período de 2012, para 4,22 bilhões de reais. Segundo o banco, as provisões aumentaram devido ao aumento da carteira de crédito e do maior montante de recuperação de perdas no segundo trimestre.

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O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) ajustado --sem considerar efeitos extraordinários no lucro-- foi de 16,4 por cento, recuo ante o índice de 21,2 por cento um ano antes.

Mantendo tendência iniciada em meados de 2012, o banco expandiu suas operações de crédito no segundo trimestre. A carteira de crédito ampliada somou 638,63 bilhões de reais, alta de 25,7 por cento ante mesmo período do ano anterior. Na comparação com os três primeiros meses de 2013, o avanço foi de 7,7 por cento.

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Apesar da alta do crédito em um cenário de economia debilitada, a inadimplência caiu no segundo trimestre. O índice acima de 90 dias foi de 1,87 por cento, ante 2,19 em junho do ano passado e de 2 por cento em março deste ano.

O banco fechou junho com ativos totais de 1,214 trilhão de reais, avanço de 15,5 por cento em relação a um ano antes.

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PREVISÕES

Enquanto os bancos privados têm cortado suas previsões de crescimento do crédito para o ano, o Banco do Brasil elevou a estimativa para sua carteira no país de 16 a 20 por cento, para 17 a 21 por cento em 2013.

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A mudança foi motivada por melhores previsões no crédito pessoa jurídica e para o agronegócio. Para empresas, o crescimento previsto de 16 a 20 por cento subiu para 18 a 22 por cento; para o agronegócio, o indicador passou de 13 a 17 por cento para 22 a 26 por cento.

No segmento de pessoa física, o avanço do crédito deve ser abaixo do esperado anteriormente, e a previsão passou de 18 a 22 por cento para 16 a 20 por cento.

A margem financeira bruta deve ficar em 4 a 7 por cento neste ano, abaixo da estimativa anterior de 7 a 10 por cento. As despesas com provisões para calotes sobre a carteira devem ficar entre 2,7 e 3,1 por cento, abaixo da previsão anterior de 3 a 3,4 por cento.

Já os gastos administrativos devem crescer 5 a 8 por cento, abaixo da faixa inicialmente esperada, de 7 a 10 por cento.

Por Natalia Gómez

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