Barclays: CEO cede a pressão e renuncia

Escândalo de manipulação das taxas Libor e Euribor derruba o americano Bob Diamond, símbolo de excessos no mundo das finanças. Diretor de operações do banco também deixa o cargo, um dia depois da saída do presidente

Barclays: CEO cede a pressão e renuncia
Barclays: CEO cede a pressão e renuncia (Foto: Dylan Martinez/Reuters)


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247 - Como já era esperado, o escândalo de manipulação das taxas Libor e Euribor, que fixam os juros interbancários em Londres e na Europa, respectivamente, custou nesta terça-feira, 3, o cargo de mais executivo do Barclays envolvido nas acusações: renunciou o diretor executivo do banco, o americano Bob Diamond, um símbolo dos excessos no mundo das finanças.

"A pressão exterior sobre o Barclays alcançou um nível que colocava em perigo a empresa e isso nós não poderíamos permitir," explicou o CEO. "Estou muito decepcionado porque os acontecimentos da semana passada dão uma imagem do Barclays e de seus empregados que não poderia estar mais distante da realidade", afirmou Diamond.

Diamond terá de comparecer amanhã ao Parlamento britânico para dar explicações. Ontem, o líder da oposição trabalhista, Ed Miliband, já havia pedido sua demissão.

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Segundo a agência de notícias AFP, desde sua chegada ao Barclays, em 1996, "Diamond era responsável pelas atividades do banco de investimento, posto que ocupava quando aconteceram as manipulações das taxas de juros".

"Apontado como 'o banqueiro das 100 milhões de libras' por seus saldos estratosféricos, Diamond havia se convertido no símbolo dos excessos e da arrogância do mundo das finanças, em um país que sofre com o desemprego e a recessão", diz a AFP.

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O diretor de operações do Barclays, Jerry del Missier, também renunciou nesta terça. Ele co-presidiu o braço do banco de investimentos Barclays Capital entre 2005 e 2008. Sua saída, e a de Diamond, ocorrem um dia depois da demissão do presidente do banco, Marcus Agius.

As manipulações das taxas de juros interbancários custaram ao Barclays uma multa dos dois lados do Atlântico de 290 milhões de libras, cerca de 360 milhões de euros.

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Mesmo com a saída de Diamond, do presidente e do CEO do Barclays, o escândalo está longe do fim, visto que há investigações em curso em vários continentes. Outros bancos, como o Royal Bank of Scotland (RBS), também estão envolvidos.

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