Barbosa: Petrobras não precisa de injeção de recursos

Plano de desinvestimento de cerca de US$ 15 bilhões e a liquidez da empresa mostram que os recursos "são suficientes para atender todos os compromissos financeiros até meados do ano que vem sem requerer nenhuma captação nova no mercado ou assistência por parte dos acionistas", disse o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa sobre a estatal

O ministro Nelson Barbosa participa da abertura do semin�rio internacional�Papel do Estado no S�culo XXI: desafios para a gest�o p�blica, no Centro Internacional de Conven��es do Brasil (Jos� Cruz/Ag�ncia Brasil)
O ministro Nelson Barbosa participa da abertura do semin�rio internacional�Papel do Estado no S�culo XXI: desafios para a gest�o p�blica, no Centro Internacional de Conven��es do Brasil (Jos� Cruz/Ag�ncia Brasil) (Foto: Roberta Namour)


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SÃO PAULO - A Petrobras intensificou as perdas na Bolsa nesta tarde, com a virada para baixo dos preços do petróleo, levando a cotação das ações preferenciais para baixo de R$ 5,00 pela primeira vez desde novembro de 2003. Lá fora, o petróleo brent recuava 1,07%, a US$ 28,63 o barril, após a retirada de sanções do Irã, o que deve ampliar a produção da commodity.

No noticiário da estatal, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse nesta segunda-feira que a Petrobras não precisa de injeção de recursos. Plano de desinvestimento de cerca de US$ 15 bilhões e a liquidez da empresa mostram que os recursos "são suficientes para atender todos os compromissos financeiros até meados do ano que vem sem requerer nenhuma captação nova no mercado ou assistência por parte dos acionistas", disse.

Além disso, segundo informações da coluna de Lauro Jardim, do O Globo, o Conselho de Administração da Petrobras decidiu fechar de vez no dia 31 de março a refinaria de Nansei, erguida na ilha de Okinawa, no Japão. A coluna destaca que a compra da refinaria foi aprovada em 2007 e teve a influência do ex-diretor internacional da Petrobras e hoje delator da Lava Jato, Nestor Cerveró.

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"O negócio guarda alguma semelhança com o escândalo de Pasadena. Como em Pasadena, o conselho de administração, presidido à época por Dilma Rousseff, recebeu um resumo com informações marotas sobre o negócio", informa o colunista.

Destaque ainda para a notícia da veja de que a Brookfield e um grupo inglês estão entre potenciais favoritos para a compra da fatia da Petrobras na Braskem (BRKM5). Na semana passada, ao ser questionada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre eventual interesse na venda de fatia na petroquímica, a estatal disse que sua carteira de desinvestimentos "é dinâmica, pois o desenvolvimento das transações dependerá das condições negociais e de mercado".

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Ainda no noticiário, em meio à queda do preço do petróleo (que bateu os US$ 27 nesta segunda), o governo federal instituiu, por meio de decreto, o Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor), que, entre os vários objetivos, pretende elevar a competitividade da cadeia produtiva de fornecedores no País, estimular a engenharia nacional e ampliar o nível de conteúdo local dos fornecedores já instalados na cadeia.

Além disso, segundo a Agência Estado, anunciada na última sexta-feira pelo diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, a possível venda da subsidiária de logística, Transpetro, não foi discutida ou aprovada pelo Conselho de Administração da estatal. O tema também não passou pelo colegiado da própria subsidiária. Representantes dos trabalhadores em ambos os colegiados divulgaram nota no domingo (17), solicitando "imediatos esclarecimentos" sobre a negociação, classificada como uma "insubordinação em relação às instâncias decisórias da companhia".

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