Barbosa justifica ajuste fiscal e garante benefícios a trabalhadores

Ministro do Planejamento afirma que governo federal está fazendo uma "correção de excessos" para viabilizar os direitos trabalhistas no futuro; em entrevista à Folha, Nelson Barbosa informa que gastos do governo serão limitados ao crescimento do PIB e explica que o realinhamento de preços é necessário para a "ampla recuperação da economia rapidamente"

Ministro do Planejamento afirma que governo federal está fazendo uma "correção de excessos" para viabilizar os direitos trabalhistas no futuro; em entrevista à Folha, Nelson Barbosa informa que gastos do governo serão limitados ao crescimento do PIB e explica que o realinhamento de preços é necessário para a "ampla recuperação da economia rapidamente"
Ministro do Planejamento afirma que governo federal está fazendo uma "correção de excessos" para viabilizar os direitos trabalhistas no futuro; em entrevista à Folha, Nelson Barbosa informa que gastos do governo serão limitados ao crescimento do PIB e explica que o realinhamento de preços é necessário para a "ampla recuperação da economia rapidamente" (Foto: José Barbacena)


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247 - O ajuste fiscal e as mudanças nos benefícios trabalhistas e previdenciários viraram o grande debate dos primeiros dias do novo governo Dilma Rousseff (PT). Em entrevista à Folha de S.Paulo, o novo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, fala sobre os dois temas e revela estratégias do governo para recuperar um crescimento mais robusto da economia, conter os gastos públicos e atender aos direitos trabalhistas.

Uma das primeiras medidas é controlar os gastos do governo de acordo com o crescimento do PIB ou até mesmo ligeiramente abaixo. Barbosa ainda garante que as novas regras nos benefícios não comprometem os direitos dos trabalhadores.

Veja abaixo os principais trechos da entrevista à Folha:

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Benefícios sociais

"Não estamos cortando nenhum benefício, mas ajustando as regras à nova realidade fiscal e social do país. Foram anunciados ajustes em alguns programas sociais, que não representam revogação de direitos trabalhistas, mas a adequação deles à nova realidade social e fiscal do Brasil. Todos esses programas continuam, abono salarial, seguro-desemprego, pensão pós-morte. O que houve foi uma correção de alguns excessos e distorções que contribuirá para a viabilidade desses direitos no futuro".

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Reclamação dos sindicalistas

"Não estamos cortando nenhum benefício. Estamos ajustando as regras de benefícios existentes à nova realidade fiscal e social do país. Havia uma distorção. Para requerer o benefício pela primeira vez, precisava ter trabalhado apenas seis meses."

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Gastos públicos

"As metas fiscais deste e dos próximos anos já foram anunciadas, 1,2% do PIB neste ano e 2% em 2016 e 2017. Há uma discussão na sociedade sobre se além da meta de superavit faz sentido colocar uma meta de crescimento do gasto global em linha com o PIB. Posso dizer que vamos trabalhar para que o gasto do governo cresça em linha com o PIB ou ligeiramente abaixo nos próximos anos. Transformar numa regra formal envolve várias discussões, que vamos querer ter, mas não há uma definição formal, pois cada gasto tem sua dinâmica."

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Insustentável

"O crescimento da economia desacelerou e a despesa pública cumpriu seu papel anticíclico. Nos últimos anos a despesa pública cresceu bem acima do crescimento real do PIB. Momentaneamente isso é necessário, mas a longo prazo é insustentável."

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Ajustamento de preços

"Esse realinhamento vai tornar rentáveis várias atividades, viabilizando investimentos e promovendo ampla recuperação da economia rapidamente. Deixa o sistema de preços funcionar que a economia responde. Isso já está acontecendo, vários preços começaram a ser realinhados, já no último ano do primeiro mandato de Dilma, quando houve realinhamento da taxa de câmbio promovido pelo mercado, reajuste de energia, de combustíveis. A realidade tarifária vai ser positiva à medida que o tempo passa."

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