Barbosa diz que turbulência política não pode parar o país
Novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que pretende "aperfeiçoar a política econômica" de maneira a obter uma "retomada mais rápida do crescimento da economia" e procurou acalmar o mercado financeiro que teme um descontrole dos gastos do governo após a saída do ex-ministro Joaquim Levy; "Podem ficar tranquilos que com o tempo necessário vamos resolver todos os problemas", assegurou; Ele tabém pediu que o Congresso Nacional não deixe de lado as questões de interesse do país em função de disputas políticas; "Cabe a nós construir consenso político para aprovação das reformas no Congresso. Não podemos ficar paralisados por causa de uma turbulência política", disse
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - O novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que deixou a pasta do Planejamento para ocupar a cadeira que até então pertencia a Joaquim Levy, disse que pretende "aperfeiçoar a política econômica" de maneira a obter uma "retomada mais rápida do crescimento da economia". Sobre a reção do mercado financeiro ao seu nome, Barbosa foi enfático: "Podem ficar tranquilos que com o tempo necessário vamos resolver todos os problemas".
Em entrevista ao Estadão, o ministro disse que o seu maior desafio é semelhante ao enfrentado por Levy, que é conseguir o equilíbrio fiscal. Barbosa disse que poderá propor medidas legais para limitar os gastos do governo de maneira a conseguir os resultados esperados.
"Para que tenhamos uma recuperação sustentável do crescimento é preciso ter estabilidade fiscal e controle da dívida pública, que passa pela elevação do resultado primário. Sem estabilidade, o crescimento pode até se recuperar por um ano, mas não se sustenta. Por mais paradoxal que seja, recuperar a estabilidade fiscal adotando as medidas necessárias é a melhor maneira de promover a recuperação do crescimento e do emprego", observou.
Ele também disse acreditar que será possível avançar com as reformas, especialmente a da Previdência. "Cabe a nós construir consenso político para aprovação das reformas no Congresso. Não podemos ficar paralisados por causa de uma turbulência política", disse. Ele também defende que o Congresso Nacional recrie a CPMF até março de 2016 e afirmou que irá analisar a situação das "pedaladas fiscais" de maneira a quitar a dívida.
"Vou me informar de todos os detalhes com o Tesouro e vamos anunciar uma decisão nos próximos dias. Preciso conversar com a equipe do Tesouro para ver quais são as alternativas antes de emitir uma posição", observou.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247