Barbosa: BC tem autonomia para administrar juros

"O Banco Central tem toda autonomia para administrar a política monetária, especificamente a taxa de juros, na maneira adequada pra controlar a inflação. Sobre isso eu não tenho nenhum comentário a fazer", afirmou o ministro da Fazenda ao ser perguntado sobre uma eventual alta na Selic para contenção da inflação em meio ao cenário de retração econômica; Nelson Barbosa se reuniu hoje com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski

"O Banco Central tem toda autonomia para administrar a política monetária, especificamente a taxa de juros, na maneira adequada pra controlar a inflação. Sobre isso eu não tenho nenhum comentário a fazer", afirmou o ministro da Fazenda ao ser perguntado sobre uma eventual alta na Selic para contenção da inflação em meio ao cenário de retração econômica; Nelson Barbosa se reuniu hoje com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski
"O Banco Central tem toda autonomia para administrar a política monetária, especificamente a taxa de juros, na maneira adequada pra controlar a inflação. Sobre isso eu não tenho nenhum comentário a fazer", afirmou o ministro da Fazenda ao ser perguntado sobre uma eventual alta na Selic para contenção da inflação em meio ao cenário de retração econômica; Nelson Barbosa se reuniu hoje com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski (Foto: Gisele Federicce)


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BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou nesta quarta-feira que o Banco Central tem autonomia para mexer nos juros, ao ser perguntado sobre uma eventual alta na Selic para contenção da inflação em meio ao cenário de retração econômica.

"O Banco Central tem toda autonomia para administrar a política monetária, especificamente a taxa de juros, na maneira adequada pra controlar a inflação. Sobre isso eu não tenho nenhum comentário a fazer", afirmou Barbosa a jornalistas, após encontro com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne em 19 e 20 de janeiro para definição da taxa básica de juros. Desde julho, a Selic segue em 14,25 por cento ao ano, após um ciclo de aperto realizado pela autoridade monetária para ajudar a domar a persistente inflação.

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ter subido 10,78 por cento no ano passado, ante 10,48 por cento nos 12 meses até novembro e 6,41 por cento em 2014, segundo a mediana das projeções de 17 economistas consultados.

Será o primeiro ano desde 2003 que a inflação estoura o teto da meta, que é de 4,5 por cento com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Os dados oficiais do IPCA de 2015 serão divulgados pelo IBGE na sexta-feira.

Na última pesquisa Focus, do Banco Central, economistas mantiveram a projeção de alta de 0,5 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Copom, após o BC mostrar que já não via a inflação no centro da meta em 2017, destacando em seu Relatório de Inflação que conduzirá a política monetária "especialmente vigilante".

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Nesta quarta-feira, contudo, as taxas dos contratos de juros futuros recuavam, com o mercado corrigindo parte das altas recentes em meio a rumores de que o BC poderia manter a Selic inalterada em sua reunião neste mês.

Alguns operadores acreditam que os esforços do governo para enfrentar a recessão econômica, após a troca de Joaquim Levy por Barbosa na Fazenda, poderiam levar o BC a evitar aumentar os juros.

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DÍVIDA ATIVA

Sobre a reunião com Lewandowski no STF, Barbosa disse que serão retomados os trabalhos para uma colaboração na execução da dívida ativa para possibilitar uma arrecadação maior e mais eficiente.

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No fim do ano passado, a Fazenda divulgou a intenção de elevar a arrecadação da dívida ativa em 2016 para a faixa entre 30 bilhões e 35 bilhões de reais, representando aumento de até 20 bilhões de reais sobre o esperado em 2015.

(Por Marcela Ayres)

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