Barão do aço denuncia país viciado em juros

Presidente da maior produtora de aço da América Latina, a Companha Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch criticou a política econômica do ministro Joaquim Levy e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, alertando para o alto patamar dos juros da dívida pública brasileira, superior a 14% ao ano; "Querem tirar R$ 10 bilhões do Bolsa Família do ano que vem, mas não se discutem cortes de juros", afirma

Presidente da maior produtora de aço da América Latina, a Companha Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch criticou a política econômica do ministro Joaquim Levy e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, alertando para o alto patamar dos juros da dívida pública brasileira, superior a 14% ao ano; "Querem tirar R$ 10 bilhões do Bolsa Família do ano que vem, mas não se discutem cortes de juros", afirma
Presidente da maior produtora de aço da América Latina, a Companha Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch criticou a política econômica do ministro Joaquim Levy e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, alertando para o alto patamar dos juros da dívida pública brasileira, superior a 14% ao ano; "Querem tirar R$ 10 bilhões do Bolsa Família do ano que vem, mas não se discutem cortes de juros", afirma (Foto: Aquiles Lins)


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247 - O presidente da maior produtora de aço da América Latina, a Companha Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, fez um duro alerta nesta terça-feira, 3, sobre a política de juros da dívida pública brasileira, praticada atualmente pelo governo. "O país está viciado em juros", afirma em artigo publicado na Folha de S. Paulo.

Segundo Steinbruch, fora o déficit que pode chegar a R$ 118 bilhões no orçamento de 2015, há um déficit que pode chegar a R$ 350 bilhões, oriundo de juros da dívida.

"Discutem-se cortes nos programas sociais que socorrem as populações mais pobres do país —querem tirar R$ 10 bilhões do programa Bolsa Família do ano que vem—, mas não se discutem cortes de juros, aumento de crédito e outras medidas para retirar barreiras ao consumo e ao crescimento da economia", afirma. 

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Steinbruch observa que os cartões de crédito cobram "inacreditáveis" 414% ao ano, enquanto os bancos, 264% ao ano no cheque especial e até 27% ao ano no crédito consignado.

"Estamos cercados de juros por todos os lados. Quem perde e quem ganha com isso? Perdem todas as pessoas, sejam elas físicas ou jurídicas, que pagam impostos para sustentar os deficit financeiro e fiscal bilionários. Perdem também as empresas dos setores produtivos, atingidas pelos custos exorbitantes do crédito e pela retração do consumo", afirma. 

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Para Benjamin Steinbruch, o país precisa entrar em uma clínica de recuperação para se livrar da intoxicação de juros. "Enquanto não superar esse problema, dificilmente vai tomar um rumo sustentável de crescimento econômico, que possa criar empregos e oferecer oportunidades de uma vida saudável para os brasileiros. É uma pena", afirmou. 

Leia na íntegra o artigo de Benjamin Steinbruch.

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