Banqueiro do UBS continua atrás das grades

Raoul Weil, acusado nos EUA de conspirar para ajudar americanos a evitar pagamento de impostos, usando contas em bancos suíços, deve permanecer atrás das grades, na Itália, depois que um juiz rejeitou o seu pedido de prisão domiciliar, disse uma fonte com conhecimento do caso

Former UBS banking executive Raoul Weil was indicted by a U.S. federal grand jury in 2008, on charges that he helped wealthy clients avoid billions in taxes.
Former UBS banking executive Raoul Weil was indicted by a U.S. federal grand jury in 2008, on charges that he helped wealthy clients avoid billions in taxes. (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Lisa Jucca

BOLONHA, 17 de Nov (Reuters) - Um ex-banqueiro do banco de investimentos UBS, acusado nos EUA de conspirar para ajudar americanos a evitar pagamento de impostos, usando contas em bancos suíços, deve permanecer atrás das grades, na Itália, depois que um juiz rejeitou o seu pedido de prisão domiciliar, disse uma fonte com conhecimento do caso.

Raoul Weil, cidadão suíço que era o terceiro mais alto executivo do UBS, foi detido pela polícia italiana em 19 de outubro, durante viagem particular com sua esposa, em Bolonha, na Itália, e está aguardando possível extradição para os EUA.

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O banqueiro de 53 anos, foi acusado há cinco anos, nos EUA, de conspirar com cinco executivos do UBS, cujos nomes não foram revelados, para ajudar 17 mil americanos a ocultar 20 bilhões de dólares em contas bancárias na Suíça.

Ele contesta as acusações, pelas quais pode pegar até cinco anos na prisão.

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Em um acordo histórico, feito em 2009, que marcou a quebra do tradicional sigilo bancário da Suíça, o UBS, maior gestor de riquezas do mundo em ativos, foi multado em 780 milhões de dólares e concordou em entregar os nomes de alguns clientes americanos com contas bancárias secretas na Suíça para evitar acusações criminais.

Weil, que na época era responsável pelos serviços bancários do UBS para os ricos do mundo, passou 36 dias na famosa prisão superlotada Dozza, de Bolonha, onde os presos que aguardam julgamento dividem celas de dez metros quadrados.

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Um relatório das autoridades de Bolonha divulgado em julho dizia que mais de 900 prisioneiros estavam sendo mantidos na prisão em ruínas, que tem capacidade máxima de 497 pessoas.

Durante audiência a portas fechadas na sexta-feira, os advogados de Weil pediram ao tribunal de Bolonha para que ele ficasse em prisão domiciliar, com bracelete eletrônico de vigilância, disse uma fonte à Reuters, sob a condição de anonimato.

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O juiz rejeitou o pedido, temendo que Weil fugisse para o exterior, disse a fonte.

A Suíça, país nativo de Weil, fica a menos de três horas de carro da cidade italiana de Bolonha. Na Itália, a vigilância eletrônica não é uma prática comum.

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